As atividades no espaço deram origem a dois marcos distintos em 2025. De um lado, os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) partilharam uma série de imagens que estão entre as mais impressionantes do ano, segundo o Business Insider. De outro, a China encerrou o mesmo período com 92 lançamentos orbitais, número que reflete a amplitude atual do seu programa aeroespacial, que combina missões tripuladas, exploração de espaço profundo e envio de satélites comerciais.
Registos da ISS destacam paisagens e fenómenos atmosféricos
A tradição de fotografar a Terra a partir da ISS manteve-se ao longo de 2025. Mesmo com uma agenda marcada por experimentos científicos, manutenções e saídas extraveiculares, os tripulantes encontraram tempo para captar panoramas do planeta. Essas fotografias revelam formações naturais, áreas urbanas iluminadas e fenómenos atmosféricos vistos num ângulo impossível de obter à superfície.
Entre os registos referidos pelo Business Insider estão nuvens em formações raras, extensões de desertos com tonalidades contrastantes e auroras que se estendem pelo horizonte curvo da Terra. A nitidez das imagens chama atenção pela riqueza de detalhes, permitindo observar desde relevos montanhosos até padrões de correntes oceânicas.
A partilha pública dessas fotografias ocorre em plataformas oficiais de agências como a NASA e a ESA, além de contas pessoais dos próprios astronautas. O objetivo declarado é reforçar o interesse do público em ciência e em missões de longo prazo em órbita, ao ilustrar a fragilidade e a diversidade do planeta.
Além do valor estético, as imagens servem como registo visual para estudos de meteorologia, geografia e mudanças climáticas. Ao documentar tempestades, erupções vulcânicas e linhas costeiras, os retratos permitem comparações anuais e contribuem para análises que requerem dados de grande escala.
China lidera ritmo de lançamentos com 92 missões em 2025
Enquanto as câmaras da ISS captavam a Terra, a China consolidava a sua presença no setor espacial. O país realizou 92 lançamentos ao longo de 2025, de acordo com balanços oficiais. O total é resultado de missões variadas, que incluem voos tripulados, exploração do espaço profundo e colocação de satélites em órbita para fins comerciais.
Imagem: Internet
Parte das missões teve como foco a manutenção e ampliação de estações orbitais próprias, demonstrando a aposta chinesa em plataformas independentes para pesquisa em microgravidade. As missões também contemplaram sondas destinadas a estudos do sistema solar, sinalizando a intenção de ampliar o conhecimento sobre asteroides e planetas vizinhos.
No segmento comercial, o ano foi marcado por contratos para o lançamento de satélites de telecomunicações, observação da Terra e serviços de posicionamento. O volume de operações reforça a competitividade chinesa num mercado em que empresas e governos procuram alternativas para acesso ao espaço.
O ritmo de 2025 confirma o crescimento contínuo do programa aeroespacial chinês observado em anos anteriores. A recorrência de lançamentos tripulados, somada à implantação de robótica de longo alcance, indica uma estratégia de autonomia tecnológica e diversificação de objetivos, desde pesquisa científica até aplicações comerciais.
Assim, 2025 ficou registado por duas frentes distintas que ilustram o dinamismo atual da exploração orbital. Enquanto astronautas na ISS partilhavam imagens que evidenciam a beleza e a complexidade da Terra, a China consolidava o maior número de lançamentos do ano, sinalizando ambições crescentes na corrida espacial contemporânea.





