Spotify reduz exigências e amplia receita para podcasts de vídeo

Imagem representando tecnologia e inovação

O Spotify anunciou uma ampla revisão do seu programa de monetização para criadores de podcasts, com foco especial em formatos de vídeo. A iniciativa, divulgada nesta quarta-feira (7), elimina barreiras de entrada, apresenta ferramentas adicionais de gestão de patrocínios e integra novas opções de hospedagem, reforçando a estratégia da plataforma para competir com serviços como YouTube e Netflix.

Critérios de entrada ficam mais acessíveis

O programa de monetização, lançado há um ano, passa a exigir 1.000 membros de audiência engajados, 2.000 horas de conteúdo consumidas nos últimos 30 dias e três episódios publicados. Anteriormente, os criadores precisavam somar 2.000 ouvintes, 10.000 horas consumidas e 12 episódios para se qualificar.

Segundo Roman Wasenmuller, chefe global de podcasts do Spotify, a mudança foi motivada pelo aumento do interesse em vídeo na plataforma. “Desde o lançamento do programa, o consumo mensal de podcasts de vídeo quase dobrou. O criador médio transmite duas vezes mais programas em formato visual do que antes”, afirmou o executivo.

Novas fontes de rendimento para criadores

Ao entrar no programa, os produtores de conteúdo passam a gerar receitas por meio de anúncios exibidos a utilizadores do plano gratuito e também pelas reproduções em serviços de terceiros. Além disso, criadores que publicam vídeos recebem um fluxo adicional: o Spotify paga diretamente quando assinantes premium assistem aos episódios sem anúncios.

A empresa anunciou ainda o lançamento, em abril, de um conjunto de ferramentas de gestão de patrocínios. O recurso pretende simplificar a negociação entre marcas e podcasters, oferecendo relatórios de desempenho e integração com o painel de estatísticas já existente.

Integração com plataformas de hospedagem

Para facilitar a transição de criadores que utilizam outras infraestruturas, o Spotify passará a permitir a publicação e monetização de podcasts de vídeo a partir de provedores externos, incluindo Acast, Audioboom e Libsyn. O processo será realizado diretamente no backend dessas plataformas, evitando carregamentos manuais ou configuração adicional dentro do streaming sueco.

Investimento de US$ 10 bilhões sustenta expansão

Nos últimos cinco anos, o Spotify destinou mais de US$ 10 bilhões ao segmento de podcasts. Esse capital foi usado para adquirir estúdios, desenvolver tecnologia de distribuição e firmar contratos exclusivos, com o objetivo de aumentar o engajamento dos utilizadores e a receita dos criadores.

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Imagem: Tecnologia & Inovação

A estratégia ganha novo capítulo com a apresentação do Spotify Sycamore Studios, anunciado como a futura casa dos podcasts do canal The Ringer. O espaço, localizado nos Estados Unidos, estará disponível a criadores selecionados e junta-se às instalações já existentes em Londres e Nova Iorque. De acordo com Jordan Newman, chefe de parcerias de conteúdo, a iniciativa reduz custos de estúdio para produtores independentes.

Competição no segmento de vídeo

A aposta no formato visual reflete a disputa entre plataformas de streaming para atrair criadores de podcasts de vídeo. Conteúdos visuais têm registado maior tempo de visualização e engajamento, métricas que impactam diretamente as receitas publicitárias. Ao simplificar o acesso ao programa e oferecer remuneração adicional aos vídeos assistidos por assinantes premium, o Spotify procura diferenciar-se de concorrentes que dependem exclusivamente de publicidade.

Próximos passos para criadores

Os produtores interessados em aderir ao programa de monetização podem verificar a elegibilidade no painel do Spotify for Podcasters. Quem já participa será migrado automaticamente para as novas condições. Ferramentas de patrocínio e integração com plataformas externas serão liberadas gradualmente, a partir de abril, sem necessidade de atualização de contrato.

Com as alterações, a empresa espera acelerar a produção de conteúdo em vídeo, ampliar a base de criadores e consolidar a oferta de podcasts como pilar central do seu serviço de streaming.

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