Nesta quinta-feira, dia 8, o disco lunar surge totalmente iluminado, marcando a fase de Lua cheia. O alinhamento entre o Sol, a Terra e o satélite natural deixa visível toda a face voltada ao planeta, fenómeno que pode ser observado a olho nu em regiões com céu limpo.
Fase atual e condições de observação
A Lua cheia ocorre quando o satélite se posiciona do lado oposto ao Sol, com a Terra entre ambos. Nessa configuração, a luz solar incide de forma direta sobre a superfície lunar visível a partir do planeta, produzindo maior brilho noturno. A recomendação para apreciação é escolher locais com baixa poluição luminosa e horizonte desobstruído.
Calendário lunar para janeiro de 2026
O ciclo completo, conhecido como mês sinódico, dura cerca de 29,5 dias. Para janeiro de 2026, as principais fases estão previstas nas seguintes datas (horário de Brasília):
• Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02
• Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48
• Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51
• Lua crescente: 26 de janeiro, às 1h47
Como cada fase se forma
As variações de iluminação resultam da posição relativa entre o Sol, a Terra e a Lua ao longo da órbita elíptica do satélite:
Lua nova – ocorre quando a Lua fica entre a Terra e o Sol, tornando-se praticamente invisível.
Lua crescente – corresponde ao aumento gradual da porção iluminada vista da superfície terrestre.
Lua cheia – manifesta-se quando a face voltada ao planeta recebe luz solar integral.
Lua minguante – sinaliza a redução progressiva da área iluminada, encerrando o ciclo.
Influência gravitacional e efeitos na Terra
A fase cheia intensifica o diferencial de maré, produzindo as chamadas marés vivas. Nesse período, a amplitude entre maré alta e baixa é maior devido à ação combinada da gravidade solar e lunar. Portos, pescadores e comunidades costeiras costumam ajustar atividades conforme essas variações.
Imagem: Tecnologia & Inovação
A iluminação noturna também impacta hábitos de diversas espécies. Estudos apontam alterações em padrões de alimentação, deslocamento e reprodução de animais como corais, moluscos, aves migratórias e tartarugas marinhas, que utilizam a luminosidade como referência natural.
Dados científicos do satélite natural
A Lua possui diâmetro aproximado de um quarto do terrestre e distância média de 384.400 km. Por percorrer uma órbita elíptica, aproxima-se até cerca de 363 mil km no perigeu e afasta-se até 405 mil km no apogeu. A rotação síncrona faz com que o mesmo hemisfério esteja sempre voltado para o planeta, enquanto o lado oposto apenas é observado por sondas e equipamentos espaciais.
No Hemisfério Sul, a parte iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda; no Hemisfério Norte, para a direita, diferença explicada pelo ângulo de observação. Apesar da influência gravitacional sobre os oceanos, não há evidências científicas de efeitos diretos das fases lunares na saúde humana.
Com esse calendário, interessados em astronomia, fotografia ou atividades ao ar livre podem programar observações e registrar o comportamento do satélite ao longo de janeiro de 2026.





