Nesta sexta-feira, 9, a Lua está em fase cheia, momento em que todo o disco visível reflete a luz solar e se apresenta completamente iluminado no céu noturno. O fenómeno, além de oferecer condições favoráveis para observação a olho nu, provoca marés mais intensas e influencia o comportamento de diversas espécies marinhas e terrestres.
Fases principais em janeiro de 2026
O ciclo lunar, conhecido como mês sinódico, dura em média 29,5 dias e determina quatro fases principais. Para janeiro de 2026, as transições ocorrem nas seguintes datas e horários (horário de Brasília):
• Lua cheia: 3 de janeiro às 07h02
• Lua minguante: 10 de janeiro às 12h48
• Lua nova: 18 de janeiro às 16h51
• Lua crescente: 26 de janeiro às 01h47
O que caracteriza cada fase
Lua nova – O satélite posiciona-se entre a Terra e o Sol, ficando invisível a olho nu. Essa configuração é propícia para observação de objetos mais tênues, como galáxias e nebulosas, devido à ausência do brilho lunar.
Lua crescente – O lado iluminado começa a aumentar. A curvatura brilhante aparece voltada para a esquerda no Hemisfério Sul e para a direita no Hemisfério Norte, diferença explicada pelo ângulo de observação.
Lua cheia – O hemisfério voltado à Terra recebe luz solar de forma plena. É nesse estágio que ocorrem as chamadas marés vivas, com maior amplitude entre maré alta e baixa.
Lua minguante – A área iluminada diminui gradualmente, indicando o encerramento do ciclo antes do retorno à fase nova.
Impacto sobre marés e ecossistemas
Durante a lua cheia, o alinhamento do Sol e da Lua intensifica o campo gravitacional que age sobre os oceanos, elevando o nível da água em regiões costeiras. Esse fenómeno interfere na desova de tartarugas marinhas, na alimentação de aves migratórias e na sincronização de corais. Pesquisas apontam que a luminosidade acrescida também ajusta rotinas de caça e reprodução de moluscos e peixes.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Parâmetros físicos do satélite
A Lua tem diâmetro aproximado de 3.474 km, valor correspondente a cerca de um quarto do diâmetro terrestre. A distância média até o nosso planeta é de 384.400 km, variando conforme a órbita elíptica. No perigeu (aproximação máxima), a distância pode cair para 363 mil km; no apogeu (ponto mais distante), atingir 405 mil km.
O satélite apresenta rotação síncrona: leva o mesmo tempo para girar em torno do próprio eixo e para completar uma órbita ao redor da Terra. Por esse motivo, o mesmo hemisfério lunar permanece voltado para nós. A região oposta, popularmente chamada de “face oculta”, também recebe luz solar, mas só é observável mediante sondas e missões espaciais.
Fatores que não mudam com as fases
A influência gravitacional da Lua sobre o corpo humano continua sem comprovação científica sólida. Estudos revisados não identificaram variações consistentes em humor, saúde ou comportamento associadas às fases lunares. O impacto verificado restringe-se essencialmente às marés e a processos biológicos específicos de algumas espécies.
Dicas para observação segura
Para acompanhar a lua cheia desta sexta e as demais fases de janeiro, recomenda-se buscar locais com pouca poluição luminosa. Binóculos de 7×50 ou 10×50 oferecem aumento suficiente para visualizar crateras e mares lunares. Aplicações de astronomia em dispositivos móveis ajudam a identificar constelações próximas e facilitam o planejamento de sessões fotográficas.
O próximo destaque do calendário será a lua minguante em 10 de janeiro. A fase proporciona contraste acentuado entre luz e sombra, realçando relevo e detalhes da superfície. Observações regulares ao longo do mês permitem notar a evolução do brilho e compreender de forma prática o ciclo sinódico, fundamental para marés, agricultura tradicional e estudos astronómicos.





