MPRJ aciona Interpol para prender ex-CEO da Hurb foragido

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, nesta sexta-feira (9), a inclusão de João Ricardo Rangel Mendes, ex-presidente executivo da agência de viagens Hurb, na lista vermelha de procurados da Interpol. O órgão também pediu o bloqueio do passaporte do empresário, considerado foragido desde quarta-feira (7).

Pedido de captura internacional e medidas cautelares

De acordo com o MPRJ, a difusão na Interpol tem o objetivo de “assegurar a aplicação da lei penal” e impedir que o investigado deixe o país. A lista vermelha é utilizada pelos 195 países-membros para localizar e deter pessoas procuradas, permitindo eventual extradição.

O pedido de restrição do passaporte acompanha a medida internacional. Caso o documento seja bloqueado, Mendes ficará impossibilitado de cruzar fronteiras legalmente, reduzindo suas possibilidades de evasão.

Prisão no Ceará e decisão judicial no Rio

João Ricardo Mendes foi detido na segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. Segundo as autoridades, ele apresentava um documento de identidade falso e utilizava tornozeleira eletrónica descarregada, violando as determinações judiciais que condicionavam a sua liberdade.

Após audiência de custódia realizada ainda na segunda-feira, o ex-executivo foi libertado. Dois dias depois, na quarta-feira (7), o juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, converteu a detenção em prisão preventiva. Na decisão, o magistrado apontou “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal”, justificando a necessidade de manter o réu preso até o julgamento.

Acusações e histórico do processo

O Ministério Público denunciou Mendes em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Até a prisão no Ceará, o empresário respondia em liberdade, sob monitorização eletrónica e outras medidas cautelares.

De acordo com a acusação, o ex-CEO teria participado de esquemas que envolvem a alteração de dados de automóveis para ocultar origem ilícita e posterior comercialização. O processo corre na Justiça do Rio de Janeiro, onde tramitam pedidos de cooperação com outros estados e, agora, com organismos internacionais.

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Defesa contesta alegação de descumprimento

Em nota, os advogados de João Ricardo Mendes afirmam que o cliente não descumpriu nenhuma imposição judicial. A defesa argumenta que a descarga da tornozeleira eletrónica foi involuntária e que o documento apresentado em Jericoacoara seria “provisório e legítimo”. Os representantes legais anunciaram que vão recorrer da prisão preventiva e do pedido de difusão na Interpol.

Próximos passos da investigação

Com o protocolo do pedido junto à Interpol, cabe agora ao Escritório Central Nacional (ECN) da organização no Brasil analisar os fundamentos apresentados pelo MPRJ. Caso seja validado, o alerta vermelho será distribuído aos países-membros, ampliando o alcance da busca por Mendes.

Paralelamente, a Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio de Janeiro mantêm diligências para localizar o empresário em território nacional. A inclusão do nome do investigado em bancos de dados de imigração e companhias aéreas também integra a estratégia para evitar nova fuga.

Não há prazo definido para a conclusão do procedimento na Interpol. Entretanto, o MPRJ sustenta que a medida é imprescindível diante dos indícios de tentativa de evasão e do suposto uso de documento falso, fatores que, segundo o órgão, reforçam o risco à instrução processual.

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