A Lua percorre a fase minguante neste domingo, 11 de janeiro de 2026, etapa em que a superfície iluminada visível diminui gradualmente a cada noite. O fenómeno encerra a metade mais luminosa do ciclo lunar e prepara o satélite para a Lua nova, quando ele deixa de ser observado a olho nu.
Calendário lunar de janeiro de 2026
O mês sinódico — intervalo médio de 29,5 dias entre duas Luas novas consecutivas — organiza‐se em quatro momentos principais. Em janeiro de 2026, as transições ocorrem nas seguintes datas e horários (horário de Brasília):
Lua cheia: 3 de janeiro, 7h02
Lua minguante: 10 de janeiro, 12h48
Lua nova: 18 de janeiro, 16h51
Lua crescente: 26 de janeiro, 1h47
Cada fase reflete a posição relativa entre Sol, Terra e Lua. Na Lua crescente, a região iluminada aumenta até atingir a totalidade na Lua cheia. O quarto minguante, iniciado neste fim de semana, indica a redução da área refletida, enquanto a Lua nova marca o alinhamento do satélite entre a Terra e o Sol, tornando-o invisível.
O que muda durante o quarto minguante
A atração gravitacional responsável pelas marés mantém‐se em todas as etapas do ciclo, mas apresenta variações de intensidade. Na Lua minguante, a diferença entre maré alta e maré baixa — chamada amplitude — é menor que nas marés vivas, típicas das fases cheia e nova. Nas regiões costeiras, a oscilação mais suave influencia atividades de pesca, navegação e monitoramento de zonas de estuário.
Estudos observacionais também identificam ajustes no comportamento de espécies marinhas e animais noturnos. A luminosidade reduzida:
- altera rotas de alimentação de peixes e moluscos, que procuram maior proteção contra predadores;
- estimula tartarugas marinhas a escolher horários mais discretos para desovas;
- condiciona a reprodução de corais, dependente de sincronização com a luz noturna;
- afeta aves migratórias que utilizam o brilho da Lua para orientação.
Os pesquisadores atribuem essas respostas à necessidade de otimizar energia e segurança em ambientes com menor claridade. Embora a correlação seja evidente em várias espécies, a magnitude do efeito varia conforme localização geográfica, estação do ano e características do ecossistema.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Como observar a fase atual
Durante o quarto minguante, o disco lunar aparece iluminado à esquerda para quem observa no hemisfério sul, tornando‐se visível na madrugada e permanecendo no céu até o meio da tarde. A melhor visualização ocorre nas últimas horas da noite, quando o brilho do Sol ainda não interfere. Céu limpo e ausência de poluição luminosa maximizarão a nitidez das crateras e mares lunares nesta fase.
Para entusiastas de fotografia, exposições curtas captam detalhes das sombras acentuadas na terminadora — linha que separa a porção iluminada da área escura. Telescópios de abertura moderada, binóculos de 10x ou mesmo lentes teleobjetivas já revelam relevos e planícies, tornando a Lua minguante uma oportunidade acessível de observação astronômica.
Próximos eventos e planejamento
A passagem para Lua nova em 18 de janeiro oferece céu favorável à observação de objetos de espaço profundo, como nebulosas e galáxias, graças à ausência de luz lunar. Astrónomos amadores costumam programar sessões de astrofotografia nesse período. Para quem acompanha marés, a aproximação da Lua nova sinaliza retomada das marés vivas, úteis para atividades que dependem de amplitude elevada, como certas modalidades de surf e coleta de mariscos.
A contagem regressiva recomeça com o quarto crescente em 26 de janeiro. Esse momento marca o aumento da iluminação noturna e antecipa a Lua cheia de fevereiro, ao mesmo tempo em que amplia gradualmente a diferença entre maré alta e baixa.
O ciclo lunar, embora previsível, mantém relevância científica e prática. Acompanhar as datas e compreender as implicações de cada fase permite ajustar observações astronômicas, planejar atividades costeiras e interpretar comportamentos da fauna que responde às variações de luz e gravidade.





