Nesta segunda-feira (12), a Lua apresenta-se na fase minguante, situação em que a porção iluminada do disco visível da Terra reduz-se noite após noite. O fenómeno integra o ciclo lunar, cuja duração média é de 29,5 dias.
Datas das fases principais em janeiro de 2026
O mês de janeiro de 2026 traz as seguintes marcações no calendário astronómico:
Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02;
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
Lua crescente: 26 de janeiro, às 1h47.
Essas datas referem-se ao horário oficial de Brasília (UTC-3) e permitem planear observações ou actividades dependentes da luminosidade natural.
Como ocorre cada fase do ciclo lunar
A sucessão de fases deve-se à posição relativa entre a Terra, o Sol e a Lua:
Lua nova – o satélite alinha-se entre a Terra e o Sol, ficando invisível a olho nu.
Lua crescente – surge após a nova, com aumento gradual da área iluminada.
Lua cheia – acontece quando o hemisfério voltado ao planeta recebe luz solar completa.
Lua minguante – marca a redução da luminosidade, conduzindo ao reinício do ciclo.
O ângulo de incidência da luz solar no disco lunar altera a quantidade de superfície reflectida para os observadores terrestres, explicando a variação de aparência ao longo do mês sinódico.
Efeitos da Lua minguante nos oceanos e na fauna
A gravidade da Lua continua a actuar sobre os oceanos mesmo na fase minguante. Contudo, as amplitudes de maré tendem a ser menores do que nas chamadas marés vivas, registadas nas fases cheia e nova. Essas oscilações mais discretas influenciam correntes costeiras e podem afectar actividades como a navegação de pequena escala e a pesca artesanal.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Observações científicas indicam que a iluminação mais fraca durante a Lua minguante altera o comportamento de diversas espécies. Entre os organismos sensíveis a essa mudança estão corais, moluscos, tartarugas marinhas e algumas aves migratórias. Estudos relatam variações em padrões de alimentação, deslocamento e reprodução desses animais, que aproveitam a menor claridade para reduzir riscos de predação ou stress luminoso.
Planeamento de actividades sob a luz lunar
Para astrónomos amadores, fotógrafos de astrofotografia e entusiastas da observação do céu nocturno, a fase minguante oferece condições favoráveis à visualização de objectos de céu profundo, como nebulosas e galáxias, graças ao brilho lunar reduzido. Já para agricultores que seguem práticas baseadas nos ciclos da Lua, o período minguante costuma ser associado a podas e a colheitas específicas, embora a eficácia dessas tradições dependa de múltiplos factores agronómicos.
Organizadores de eventos ao ar livre também podem ajustar a programação à intensidade variável de luz natural. Durante a Lua minguante, são aconselháveis fontes de iluminação adicional em actividades nocturnas, sobretudo em zonas sem infraestrutura urbana.
Próximos momentos de maior luminosidade
Quem pretende observar a Lua em todo o seu esplendor deve aguardar a próxima fase cheia, prevista para 3 de janeiro de 2026. Nesse momento, o satélite reflectirá a luz solar de forma integral, proporcionando forte contraste no céu e oportunidades fotográficas ampliadas. Depois, a atenção volta-se para o dia 18, quando a Lua nova marcará o ponto de mínima luminosidade, antecedendo o retorno gradual da claridade durante a fase crescente.
Ao acompanhar o calendário lunar, observadores podem antecipar fenómenos visuais, planear sessões de fotografia astronómica e compreender melhor as interacções entre o satélite natural, a Terra e os ecossistemas marinhos. As datas de janeiro de 2026 oferecem um panorama completo para quem deseja seguir cada etapa do ciclo com precisão.





