O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na manhã desta quarta-feira (14), um alerta laranja para a ocorrência de tempestades em grande parte da Região Sudeste e em áreas pontuais do Sul e Centro-Oeste. O aviso vale, num primeiro momento, até 23h59 do mesmo dia e abrange sete Estados, com destaque para São Paulo.
Alerta laranja cobre sete Estados
De acordo com o Inmet, as precipitações previstas podem variar de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, acompanhadas de rajadas de vento entre 60 e 100 km/h e possibilidade de granizo. Os municípios sob risco foram distribuídos da seguinte forma:
São Paulo: Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, macro metropolitana, Marília, Araraquara, Região Metropolitana de São Paulo, Assis, litoral sul paulista e Vale do Paraíba.
Minas Gerais: Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Sul/Sudoeste e Oeste.
Rio de Janeiro: Sul Fluminense.
Paraná: Norte Pioneiro, Noroeste, Norte Central, Centro Oriental e Região Metropolitana de Curitiba.
Santa Catarina: Norte Catarinense e Vale do Itajaí.
Goiás: Sul do Estado.
Mato Grosso do Sul: Leste.
Riscos associados e recomendações
O nível laranja indica “perigo” e aponta para eventual corte de energia elétrica, alagamentos, danos em plantações, queda de galhos ou de árvores e transtornos no trânsito. O Inmet recomenda que a população evite abrigar-se debaixo de árvores devido ao risco de descargas elétricas e quedas de galhos, desligue aparelhos eletrónicos durante fortes trovoadas e procure permanecer em locais seguros até o término das instabilidades.
Imagem: Internet
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Capital paulista já registra impactos
Na véspera, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou toda a cidade de São Paulo em estado de atenção por pouco mais de uma hora. As chuvas provocaram alagamentos, deixaram pessoas ilhadas e resultaram em interrupções do fornecimento de energia em vários bairros.
Segundo o CGE, a combinação de calor, umidade e a entrada da brisa marítima está a produzir núcleos de instabilidade que se intensificam no período da tarde. O padrão segue semelhante nesta quarta-feira: as pancadas começam de forma isolada, ganham força e, em alguns pontos, tornam-se generalizadas.
Previsão para os próximos dias
A tendência, indica o CGE, é de continuidade do mesmo cenário climatológico ao longo da semana. Pela manhã, sol entre muitas nuvens; à tarde e à noite, chuvas fortes, trovoadas e rajadas de vento. Esse comportamento favorece acúmulos expressivos de água em curtos períodos, sobretudo em áreas com drenagem deficiente.
O banco de dados do CGE mostra que, até as 7h desta quarta-feira, a capital paulista somava 81,1 mm de chuva em janeiro, o equivalente a 31,6% da média histórica de 256,4 mm para o mês. Com o volume adicional previsto, o órgão não descarta a superação da média climática antes do final do período.
Os institutos de meteorologia aconselham que moradores de todas as áreas mencionadas acompanhem atualizações frequentes do boletim do Inmet. Caso o volume de chuva ou a intensidade dos ventos ultrapasse os parâmetros do alerta laranja, o instituto pode elevar o nível para vermelho, que representa “grande perigo”. Até o momento, não há indicação de escalonamento, mas as condições atmosféricas serão reavaliadas ao longo do dia.
Enquanto isso, municípios afetados intensificam ações de limpeza de bueiros, monitoramento de córregos e orientação à população em pontos suscetíveis a enchentes. Defesa Civil e Corpo de Bombeiros permanecem em prontidão para eventuais resgates ou atendimentos emergenciais.
O Inmet reforça que os horários de vigência do aviso podem ser prorrogados ou reduzidos conforme a evolução das frentes de instabilidade. A população deve continuar atenta, sobretudo nos períodos da tarde e noite, quando o aquecimento diurno favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas e aumenta a possibilidade de tempestades severas.





