Inmetro detalha práticas que reduzem o gasto de energia da geladeira

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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou orientações que ajudam famílias a diminuir o consumo de eletricidade associado ao uso da geladeira, um dos aparelhos que mais impactam a fatura mensal de energia. As recomendações abrangem instalação, hábitos de uso e manutenção preventiva, fatores capazes de evitar desperdícios e prolongar a vida útil do equipamento.

Instalação correta evita esforço extra do motor

Segundo o Inmetro, o local onde o refrigerador é colocado influencia diretamente o desempenho energético. O órgão aconselha manter distância mínima de aproximadamente 15 centímetros entre o aparelho e as paredes ou móveis laterais. O espaço livre facilita a dissipação do calor gerado por componentes como compressor e condensador, impedindo que o motor trabalhe mais do que o necessário para manter a temperatura interna.

Instalar a geladeira em ambientes com boa circulação de ar também contribui para a eficiência. Áreas muito estreitas ou sem renovação de ar dificultam a troca térmica, elevando o consumo. Além disso, fontes de calor, como fogão ou incidência direta de sol, devem ser evitadas, pois obrigam o sistema de refrigeração a funcionar por mais tempo.

Uso consciente diminui a demanda por resfriamento

O ato de abrir e fechar a porta várias vezes ao dia aumenta a entrada de ar quente e obriga o motor a compensar a variação de temperatura. Para reduzir esse efeito, o Inmetro recomenda organizar os alimentos de modo que a busca por itens seja rápida e a porta permaneça aberta pelo menor tempo possível.

Guardar recipientes ainda quentes é outra prática que deve ser evitada. O vapor liberado pelos alimentos eleva a temperatura interna e força o sistema de refrigeração a operar em potência máxima até restabelecer o nível ideal de frio. A orientação é aguardar o resfriamento natural antes de colocar potes ou panelas no interior do aparelho.

De tempos em tempos, a borracha de vedação deve ser verificada. Frestas, rachaduras ou desgaste no material permitem a fuga de ar frio e a entrada de umidade, fatores que comprometem a eficiência e elevam o consumo. Se a porta não fecha com firmeza ou apresenta acúmulo de gelo nas laterais, o Inmetro sugere a substituição do vedante.

Manutenção preventiva melhora a eficiência

O condensador, popularmente chamado de serpentina, fica localizado na parte traseira da maioria dos modelos. Quando coberto por poeira ou gordura, o componente perde capacidade de liberar calor, fazendo o compressor operar por períodos mais longos. A limpeza periódica, realizada com pano seco ou aspirador de pó desligado da tomada, auxilia a manter o desempenho original.

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Imagem: Internet

Uma prática bastante comum, mas condenada pelo instituto, é secar roupas atrás da geladeira. Tecidos bloqueiam a ventilação, retêm calor e prejudicam o funcionamento do equipamento. O hábito, além de elevar o consumo, pode reduzir a durabilidade de peças internas devido ao superaquecimento.

Etiqueta de eficiência ajuda na escolha do modelo

Ao comprar uma geladeira nova, o consumidor deve observar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). O selo informa o consumo mensal estimado e classifica o produto em faixas de eficiência identificadas por letras, sendo a categoria A a mais econômica. A diferença entre modelos pode representar economia significativa na conta de luz ao longo dos anos.

O Inmetro reforça que aparelhos recentes tendem a incorporar tecnologias de compressor inverter e isolamento aprimorado, o que contribui para menores índices de gasto energético. Entretanto, independentemente da tecnologia, as boas práticas de instalação, uso e manutenção continuam decisivas para obter o melhor rendimento.

Impacto na fatura e na vida útil do equipamento

Manter a geladeira em operação constante, aliada a maus hábitos de utilização, pode fazê-la responder por parcela expressiva da despesa mensal com energia. A adoção das recomendações apresentadas pelo Inmetro diminui a carga de trabalho do compressor, reduz o desgaste de componentes e gera economia ao longo do ano.

De acordo com o órgão, pequenas mudanças de comportamento, como abrir a porta apenas quando necessário, posicionar o aparelho de forma adequada e garantir a limpeza da serpentina, são suficientes para observar diferença percebida na conta. Além do benefício financeiro, a prática contribui para a preservação ambiental ao minimizar o desperdício de recursos.

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