Lua entra em fase minguante neste sábado e calendário de janeiro detalha próximas etapas

Neste sábado, 17 de janeiro de 2026, o satélite natural da Terra encontra-se em fase minguante. Essa etapa do ciclo lunar caracteriza-se pela redução diária da área iluminada, tendência que prossegue até a Lua tornar-se nova.

Fases principais em janeiro de 2026

O ciclo, tecnicamente denominado mês sinódico, dura em média 29,5 dias. No primeiro mês de 2026, as quatro fases ocorrem nas datas e horários abaixo, sempre no fuso oficial de Brasília:

Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02

Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48

Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51

Lua crescente: 26 de janeiro, às 1h47

A Lua crescente sucede a nova e indica aumento gradual da porção iluminada; a cheia surge quando o hemisfério voltado à Terra está totalmente iluminado; a minguante marca a redução dessa luz e encerra o ciclo, que recomeça com a Lua novamente invisível a olho nu.

Dinâmica orbital e visibilidade

As fases lunares resultam da posição relativa entre Terra, Sol e Lua. Quando o satélite se alinha entre o planeta e a estrela, a luz solar incide sobre o hemisfério oposto, tornando-o escuro do ponto de vista terrestre — é a Lua nova. À medida que o corpo avança na órbita, a superfície iluminada passa a ser parcialmente visível (crescente), atinge o máximo (cheia) e volta a diminuir (minguante).

Essas variações são facilmente observáveis em noites de céu limpo. A fase minguante apresenta-se sob forma de semicírculo invertido, visível principalmente após a meia-noite e nas primeiras horas da manhã.

Impacto sobre marés e ecossistemas

A gravidade lunar continua a determinar o ciclo das marés, mas com nuances a cada fase. Durante as luas cheia e nova, o alinhamento Terra-Lua-Sol gera as chamadas marés vivas, de maior amplitude. Já na fase minguante, a diferença entre maré alta e maré baixa diminui, fenómeno designado maré morta.

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Imagem: Tecnologia Inovação Notícias

Observações de campo sugerem que a redução da luminosidade também influencia a rotina de diversas espécies. Corais, moluscos, tartarugas marinhas e aves migratórias tendem a ajustar alimentação, deslocamento e reprodução ao brilho noturno mais discreto. Nessa etapa, muitos organismos adotam comportamentos considerados mais protegidos, aproveitando a menor exposição a predadores.

Como acompanhar as próximas fases

A monitorização pode ser feita a olho nu, por meio de aplicativos de astronomia ou de tabelas náuticas. Registar o horário local do nascer e do pôr da Lua ajuda a identificar mudanças graduais no formato e na posição do disco.

A próxima viragem significativa ocorrerá em 18 de janeiro, às 16h51, com a Lua nova. Nessas ocasiões, o céu noturno fica mais escuro, favorecendo a observação de objetos de brilho tênue, como galáxias e nebulosas. O quarto crescente, previsto para 26 de janeiro, encerrará o ciclo mensal, preparando o satélite para a nova plenitude de fevereiro.

Entender o calendário lunar auxilia não apenas astrónomos amadores, mas também profissionais de pesca, agricultura e navegação, setores que utilizam a Lua como referência para planeamento de atividades.

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