Três pessoas morreram na queda de um helicóptero ocorrida na tarde deste sábado, 17, em Guaratiba, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A aeronave caiu numa área de mata situada na Avenida Levy Neves, esquina com a Rua Tasso da Silveira, segundo informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros.
Local do acidente e primeiros atendimentos
De acordo com os bombeiros, o acionamento das equipas de socorro foi registrado pouco depois do meio-dia. As viaturas chegaram ao endereço informado e encontraram a aeronave já destruída em meio à vegetação densa que caracteriza parte do bairro de Guaratiba. Por volta das 13h17, os militares continuavam a trabalhar para remover os corpos das vítimas, operação que exigiu cuidados adicionais devido ao terreno íngreme e à presença de destroços metálicos.
A Avenida Levy Neves e a Rua Tasso da Silveira foram parcialmente interditadas para permitir a circulação de veículos de emergência e impedir o acesso de curiosos. Agentes da Polícia Militar prestaram apoio na contenção do tráfego, enquanto técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) permaneceram de sobreaviso, apesar de não haver sobreviventes a serem encaminhados a unidades hospitalares.
Vítimas e circunstâncias ainda não esclarecidas
Os três ocupantes do helicóptero morreram no local do impacto. Até o momento, as identidades não foram divulgadas, e não há informação sobre o ponto de partida ou o destino pretendido pelo voo. Também permanecem desconhecidos o modelo da aeronave e o nome da empresa ou pessoa responsável pela operação.
As causas da queda não foram esclarecidas. Relatos preliminares colhidos pelos bombeiros indicam que não houve explosão após o choque contra o solo, o que permitiu que os militares se aproximassem rapidamente dos destroços. No entanto, a estrutura do helicóptero ficou bastante danificada, o que torna mais lenta a retirada dos corpos e a recolha de peças que possam auxiliar em eventuais análises técnicas.
Especialistas em aviação lembram que investigações sobre acidentes aéreos costumam envolver diferentes órgãos, mas, até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre a instauração de inquérito ou a chegada de peritos ao cenário. A área permanece isolada para preservar possíveis evidências que ajudem a esclarecer o ocorrido.
Imagem: Internet
Impacto na região e medidas de segurança
Guaratiba concentra extensas áreas de vegetação nativa e possui trechos de difícil acesso, o que frequentemente obriga as equipas de resgate a combinarem deslocamentos por terra e por trilhas improvisadas. Moradores de bairros vizinhos relataram ter ouvido o barulho da aeronave em baixa altitude, mas não presenciaram chamas ou colunas de fumaça logo após o acidente.
A Defesa Civil municipal orientou a população a manter distância e evitar aglomerações próximas ao perímetro de segurança, principalmente porque fragmentos metálicos podem representar risco de ferimentos. A remoção completa dos destroços só deverá ocorrer após a conclusão dos trabalhos de perícia e após autorização das autoridades competentes.
Próximos passos
Concluído o resgate dos corpos, o Instituto Médico Legal (IML) deverá realizar os procedimentos de identificação e liberar as vítimas às famílias. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros prosseguirá com o rescaldo para eliminar qualquer possibilidade de foco de incêndio. As autoridades recomendam que testemunhas ou pessoas que tenham registado imagens do voo entrem em contacto para auxiliar na formação de uma linha do tempo precisa sobre os minutos que antecederam a queda.
Sem previsão para a liberação da área, o tráfego na Avenida Levy Neves poderá sofrer interrupções temporárias ao longo do fim de semana. A Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que agentes de trânsito acompanharão a situação e indicarão rotas alternativas quando necessário. Novas actualizações serão comunicadas assim que houver informações confirmadas pelos órgãos responsáveis.





