No domingo, 18 de janeiro de 2026, a Lua inicia a fase nova, momento em que o satélite se alinha entre a Terra e o Sol e, por isso, deixa de ser visível a olho nu. A mudança marca o ponto de partida de um novo ciclo sinódico, que dura, em média, 29,5 dias.
Calendário lunar de janeiro de 2026
Durante o primeiro mês de 2026, as quatro fases principais ocorrem nas seguintes datas e horários (hora de Brasília):
Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02;
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47.
O ciclo inicia-se com a Lua nova, avança até a fase crescente, atinge o ápice de iluminação na Lua cheia e encerra-se na Lua minguante. Cada transição reflete a posição relativa entre Sol, Terra e Lua, o que altera a quantidade de luz refletida para quem observa do solo.
Impacto da Lua nova em marés e ecossistemas
As marés vivas, registradas na Lua nova e na Lua cheia, resultam da soma das forças gravitacionais do Sol e da Lua. Nesses períodos, a amplitude entre maré alta e maré baixa cresce, influenciando atividades costeiras, navegação e geração de energia em usinas de aproveitamento das ondas.
No ambiente marinho, muitas espécies sincronizam comportamentos com a escuridão típica da Lua nova. Corais e moluscos, por exemplo, programam a liberação de gametas para coincidir com a ausência de luz, aumentando as chances de sucesso reprodutivo. Tartarugas marinhas também aproveitam a menor luminosidade para desovar, reduzindo o risco de predação.
Características científicas do satélite
Único satélite natural da Terra, a Lua possui diâmetro equivalente a cerca de um quarto do planeta e orbita a uma distância média de 384 400 km. Esse valor varia entre 363 000 km, no perigeu, e 405 000 km, no apogeu, devido à órbita elíptica.
A rotação síncrona faz com que o tempo que a Lua leva para girar sobre o próprio eixo seja igual ao período orbital — aproximadamente 27,3 dias. Consequentemente, sempre a mesma face fica voltada para a Terra, enquanto o lado oposto, embora receba luz solar, só é visível a partir de sondas e missões espaciais.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
O formato iluminado observado no céu muda conforme a posição do observador. No Hemisfério Sul, a parte clara da Lua crescente surge voltada para a esquerda; no Hemisfério Norte, para a direita. A diferença resulta do ângulo de observação em relação ao plano da órbita lunar.
Apesar de exercer forte influência sobre os oceanos, a gravidade lunar não interfere diretamente na fisiologia humana. Não há evidências científicas que relacionem fases do satélite a variações de humor, saúde ou comportamento das pessoas.
Como cada fase se apresenta
Lua nova: satélite alinhado entre Terra e Sol, invisível a olho nu;
Lua crescente: área iluminada aumenta gradualmente, formando um semicírculo;
Lua cheia: hemisfério lunar voltado para a Terra totalmente iluminado;
Lua minguante: luminosidade recua, sinalizando o fim do ciclo.
Observar essas mudanças é simples em noites de céu limpo. Para registros mais precisos, astrônomos amadores podem recorrer a aplicativos de efemérides ou telescópios equipados com filtros apropriados.
Dentro de pouco mais de quatro semanas, o ciclo recomeça com uma nova conjunção entre Sol, Lua e Terra, mantendo o ritmo que acompanha a vida no planeta desde a sua formação.





