Queda de helicóptero no Rio mobiliza grande operação e deixa três mortos

Um helicóptero caiu numa área de mata em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, causando a morte de três ocupantes na manhã de 18 de janeiro. A aeronave despencou nas proximidades do cruzamento entre a Avenida Levy Neves e a Rua Tasso da Silveira, região de difícil acesso que obrigou o Corpo de Bombeiros a empenhar tropas especializadas e apoio aéreo para chegar ao local.

Área isolada dificulta chegada das equipes

De acordo com nota do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), o ponto do impacto situa-se numa mata fechada, sem vias pavimentadas ou rotas de transporte rápido. O acesso à aeronave ocorreu mediante a atuação conjunta de três frentes:

1. Grupamento de Operações Aéreas (GOA): fez voos de reconhecimento, identificou rotas de aproximação e coordenou a descida de militares por rapel até o terreno.

2. Grupo de Operações Especiais (GOE): especialistas em salvamento em ambiente hostil auxiliaram na abertura de trilhas e no içamento de equipamentos.

3. Quartel de Guaratiba: bombeiros da unidade territorial mobilizaram viaturas de resgate terrestre e ficaram responsáveis pela comunicação com a base de apoio montada na área urbana mais próxima.

A complexidade do terreno exigiu ferramentas manuais para remover galhos e estabelecer um corredor seguro até os destroços. A operação durou várias horas e demandou alternância de equipes para evitar exaustão em meio à vegetação densa.

Identificação das vítimas

Entre os mortos está o capitão Lucas Silva Souza, piloto do próprio Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. A corporação informou que o oficial construiu carreira considerada exemplar e colecionava elogios pelo profissionalismo. Em comunicado oficial, a instituição registrou que “o compromisso com a missão de salvar vidas e o amor por voar ecoarão para sempre”.

Os outros dois corpos permanecem sob responsabilidade da Polícia Civil, que realizará perícia e identificação formal. Até a divulgação do balanço mais recente, os nomes não haviam sido confirmados. A legislação estadual determina que a família seja informada antes da publicação de qualquer dado pessoal, motivo pelo qual a corporação manteve sigilo sobre as identidades.

Como ocorreu a resposta de emergência

Assim que o Centro de Operações do CBMERJ recebeu o primeiro chamado, às primeiras horas da manhã, o protocolo de acidentes aéreos foi ativado. O despacho inicial incluiu aeronave de salvamento, ambulâncias e equipe médica avançada. Segundo porta-voz dos bombeiros, o sobrevoo de reconhecimento constatou rapidamente a presença de destroços espalhados e ausência de sinais vitais aparentes, informação que orientou a estratégia de busca e remoção.

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Imagem: Últimas Notícias

Mesmo com a confirmação de mortes, os bombeiros mantiveram ritmo de trabalho focado em impedir novos riscos, como incêndio por vazamento de combustível ou queda de galhos sobre os destroços. A prioridade passou a ser preservar indícios que possam auxiliar na investigação das causas da queda, responsabilidade compartilhada entre a Polícia Civil e as autoridades aeronáuticas competentes.

Próximos passos da investigação

Após a retirada dos corpos, peritos da Polícia Civil e representantes de órgãos de aviação deverão analisar a fuselagem, motores, instrumentos de voo e condições meteorológicas registradas no momento do acidente. O local permanece isolado até conclusão da coleta de dados, procedimento essencial para determinar se houve falha mecânica, erro humano ou outros fatores.

Em paralelo, o Instituto Médico-Legal fará exames para confirmar a identidade das vítimas e definir a causa clínica de cada morte, informação que será anexada ao inquérito policial. As famílias deverão ser chamadas para reconhecimento formal e recebimento dos pertences pessoais encontrados entre os escombros.

Repercussão interna na corporação

A morte do capitão Lucas Silva Souza gerou comoção entre colegas de farda. Segundo o comando-geral, o oficial era respeitado por acumular horas de voo dedicadas a missões de salvamento em áreas montanhosas e operações de combate a incêndios florestais. A corporação divulgou nota de pesar e colocou à disposição da família assistência psicológica e apoio logístico para velório e sepultamento.

Impacto local

Moradores de Guaratiba relataram ter ouvido o ruído da queda e acionaram o serviço 193 imediatamente. Por se tratar de área de mata, não houve danos a residências ou feridos em solo, segundo os bombeiros. A movimentação de aeronaves de resgate e viaturas atraiu curiosos, mas a Polícia Militar isolou o perímetro para evitar interferência nas operações.

Até o momento da última atualização divulgada pelo CBMERJ, não havia previsão para liberação completa da área nem estimativa de prazo para conclusão do laudo pericial. A corporação reforçou que informações adicionais serão fornecidas assim que houver avanços nas apurações.

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