Brasília – Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e ex-ministro em quatro pastas federais, morreu neste domingo, 18, na capital federal, depois de um longo tratamento contra câncer de pâncreas.
Trajetória de mais de 50 anos na vida pública
Nascido em Pernambuco, Jungmann iniciou a carreira política ainda na década de 1970. Ao longo de cinco décadas, foi vereador no Recife e ocupou sucessivos mandatos como deputado federal. Em nível nacional, integrou duas administrações presidenciais.
No governo Fernando Henrique Cardoso, comandou as pastas de Política Fundiária e de Desenvolvimento Agrário. Anos depois, já na gestão Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, posteriormente, o recém-criado Ministério da Segurança Pública.
Em 2022, aceitou o convite para presidir o IBRAM. Desde então, concentrou esforços na modernização do setor mineral, defendendo iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao diálogo com comunidades locais.
Conduta à frente do IBRAM
Segundo relatos de colaboradores, Jungmann implantou no instituto uma agenda de governança voltada à transparência e à responsabilidade ambiental. Reuniões frequentes com empresas, organizações sociais e órgãos reguladores marcaram a sua gestão.
A presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, destacou em nota que Jungmann “fortaleceu a entidade em um período decisivo”, atribuindo ao dirigente uma atuação guiada por “visão estratégica, diálogo e integridade”.
Cerimônia reservada e manifestações de pesar
Atendendo a um pedido do próprio Jungmann, o velório será restrito a familiares e amigos próximos. Até o começo da noite de domingo, políticos, entidades empresariais e ex-colegas de governo encaminhavam mensagens de condolências às redes sociais do instituto e da família.
Imagem: Internet
Parlamentares de diferentes partidos ressaltaram a defesa da democracia e o compromisso com o interesse público que caracterizaram a trajetória do ex-ministro. Governadores de estados mineradores também lamentaram a perda e citaram a relevância de Jungmann para debates sobre responsabilidade social no setor.
Legado no serviço público e na mineração
Voz ativa em temas como reforma agrária, modernização das Forças Armadas e segurança pública, Jungmann deixa um legado marcado pela busca por equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção social. No IBRAM, consolidou políticas voltadas à redução do impacto ambiental das operações mineradoras e estimulou a adoção de novas tecnologias para monitoramento de barragens.
Internamente, a entidade prepara um plano de transição. O nome do sucessor interino será definido nos próximos dias pelo Conselho Diretor, que se reunirá em caráter extraordinário.
Raul Jungmann tinha 71 anos e deixa esposa, dois filhos e três netos.





