Pix restabelece operações após falha que afetou transferências em todo o país

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O sistema de pagamentos instantâneos Pix voltou a funcionar no início da noite desta segunda-feira (19) depois de enfrentar uma instabilidade que interrompeu transferências e pagamentos ao longo da tarde em todo o Brasil. Segundo o Banco Central (BC), a falha foi provocada por um problema interno no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base de dados que reúne as chaves usadas pelo serviço.

Interrupção começou no início da tarde

Os primeiros relatos de erro surgiram por volta das 14h. No pico da instabilidade, às 14h40, o site DownDetector contabilizou mais de 6 000 reclamações de usuários que não conseguiam concluir transações. As queixas envolveram consumidores e empresas de diferentes regiões, indicando que o problema não estava restrito a uma instituição específica.

A falha afetou tanto transferências entre pessoas físicas como pagamentos a estabelecimentos comerciais. Lojas que dependem do Pix para receber vendas relataram atrasos, e alguns equipamentos de cartão conectados ao sistema também apresentaram indisponibilidade.

Instituições com maior volume de queixas

O monitoramento do DownDetector mostrou aumento simultâneo de reclamações em pelo menos oito bancos e instituições de pagamento:

• Banco do Brasil
• Caixa Econômica Federal
• Itaú Unibanco
• Bradesco
• Santander
• Nubank
• Inter
• C6 Bank

A ocorrência de falhas nas mesmas faixas de horário reforçou a avaliação de que a causa estava no núcleo do sistema, e não nas plataformas individuais de cada banco.

Ação das equipas técnicas do Banco Central

Em nota oficial, o BC informou que as equipas técnicas atuaram na identificação da origem do problema dentro do DICT e trabalharam para restabelecer a normalidade. O órgão não detalhou o tempo exato de intervenção, mas confirmou que o serviço foi estabilizado ainda no fim da tarde. Após a correção, o volume de queixas registrado na plataforma de monitoramento caiu para níveis residuais.

O Banco Central ressaltou que o DICT é responsável por armazenar as chaves utilizadas para direcionar pagamentos instantâneos ao destino correto. Qualquer anomalia nesse diretório afeta diretamente a capacidade das instituições participantes de validar e encaminhar transações em tempo real.

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Impacto no comércio e nos usuários finais

Por ser o principal meio eletrônico de pagamento do país, o Pix desempenha papel central nas transações cotidianas de consumidores e empresas. A interrupção temporária gerou reflexos imediatos no varejo, especialmente nos negócios que concentram grande parte do faturamento no pagamento instantâneo. Também houve relatos de atrasos em recargas de cartões pré-pagos e em transferências para contas de investimento.

Embora o serviço tenha sido restabelecido no mesmo dia, entidades de defesa do consumidor reforçam a importância de canais alternativos para evitar prejuízos em eventuais falhas futuras, sobretudo em operações de alto valor ou com prazos críticos.

Próximos passos e monitoramento

O BC informou que continua a monitorar o desempenho do sistema para prevenir recorrências. Desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020, episódios de instabilidade de grande escala são raros, mas o volume crescente de operações — que supera 4 milhões por minuto nos horários de pico — aumenta a complexidade da infraestrutura.

Usuários que tiveram pagamentos rejeitados durante a falha podem refazer a operação agora que a plataforma está estável. Em caso de débitos em duplicidade, o Banco Central orienta procurar a instituição financeira responsável para regularizar o lançamento.

Apesar do incidente, o BC destaca que o Pix permanece uma ferramenta segura e que processos de contingência foram acionados conforme previsto nos protocolos de continuidade de serviço. Novas informações sobre a ocorrência, incluindo relatório técnico detalhado, deverão ser divulgadas nos próximos dias.

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