A Lua atinge hoje, quarta-feira (21), a fase nova, momento em que o satélite se alinha entre a Terra e o Sol e praticamente desaparece do céu noturno. A mudança marca o início de um novo ciclo lunar, fenómeno que se repete, em média, a cada 29,5 dias e influencia diretamente o comportamento das marés e de diversas espécies marinhas.
Calendário lunar de janeiro de 2026
O mês apresenta as quatro fases principais em datas e horários já definidos:
Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02;
Quarto minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
Quarto crescente: 26 de janeiro, às 1h47.
Conforme avança o ciclo, o disco iluminado evolui de totalmente visível para totalmente oculto e volta a crescer até completar outra cheia. O quarto crescente sucede a Lua nova e revela a parte iluminada do lado direito do satélite no Hemisfério Norte e do lado esquerdo no Hemisfério Sul. Na cheia, a face voltada à Terra recebe luz solar por completo. Já no quarto minguante, a área iluminada diminui progressivamente até a Lua tornar-se invisível a olho nu novamente.
Impactos da Lua nova no planeta
Durante a Lua nova e a Lua cheia ocorrem as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior amplitude. A atração gravitacional combinada de Lua e Sol intensifica o deslocamento das águas, provocando marés mais altas nas enchentes e mais baixas nas vazantes. Setores como navegação, pesca e geração de energia por usinas maremotrizes monitoram esse fenómeno para planeamento de operações.
A ausência de luminosidade noturna também altera o comportamento de diferentes organismos. Corais, moluscos e outros animais marinhos sincronizam ciclos reprodutivos com a fase nova, tirando proveito da escuridão para reduzir a exposição a predadores. Tartarugas marinhas costumam escolher o período para desovar, explorando as praias menos iluminadas e aumentando a probabilidade de sobrevivência das crias.
Características físicas e curiosidades
Único satélite natural da Terra, a Lua tem diâmetro equivalente a cerca de um quarto do planeta, medindo aproximadamente 3.474 km. A distância média em relação à Terra é de 384.400 km, mas o valor varia segundo a órbita elíptica: no perigeu, o ponto mais próximo, o satélite pode ficar a 363 mil km; no apogeu, chega a 405 mil km.
Imagem: NewsUp Brasil
O fenómeno da rotação síncrona faz com que a Lua leve o mesmo tempo para girar sobre o próprio eixo e para completar uma órbita ao redor da Terra. Por esse motivo, o mesmo hemisfério lunar permanece constantemente voltado para nós. A região oposta, muitas vezes chamada incorretamente de “face oculta”, também recebe luz solar, mas só é observável por meio de sondas e equipamentos espaciais.
A orientação da iluminação muda conforme o hemisfério de observação. No Hemisfério Sul, a porção iluminada da Lua crescente aparece à esquerda; no Hemisfério Norte, à direita. A diferença decorre do ângulo de visão dos observadores situados em latitudes distintas.
Efeitos sobre o ser humano
Embora a influência gravitacional da Lua seja determinante para as marés, não há evidências científicas que comprovem efeitos diretos das fases sobre o humor, a saúde ou o comportamento humanos. Estudos experimentais e estatísticos não identificaram correlações significativas entre o ciclo lunar e fenómenos como partos, distúrbios do sono ou emergências médicas. Portanto, a comunidade científica considera improvável qualquer impacto fisiológico relevante.
Com a fase nova de hoje, o satélite inicia contagem regressiva até a próxima cheia, agendada para 3 de janeiro. Até lá, observadores poderão acompanhar a evolução do disco iluminado, desde a tênue luz cinérea nos primeiros dias até o brilho pleno que, se o céu permitir, dominará a madrugada do início do ano.





