São Paulo, 22 de janeiro de 2026 — O satélite natural da Terra inicia hoje a fase nova, posição em que se alinha entre o planeta e o Sol, ocultando‐se totalmente a olho nu. Esse momento marca o reinício do ciclo lunar, que dura cerca de 29,5 dias e orienta a sequência de fases observadas ao longo do mês.
Calendário lunar de janeiro de 2026
Em janeiro, o calendário concentra quatro eventos principais. Todos os horários referem-se ao fuso de Brasília (UTC-3):
• Lua cheia: 3 de janeiro, 7h02
• Lua minguante: 10 de janeiro, 12h48
• Lua nova: 18 de janeiro, 16h51 — momento oficial que antecede a renovação visível de hoje
• Lua crescente: 26 de janeiro, 1h47
O período compreendido entre duas luas novas consecutivas recebe o nome de mês sinódico. Durante esse intervalo, a superfície iluminada varia conforme a posição relativa de Terra, Lua e Sol, conduzindo‐nos pelas quatro etapas clássicas: nova, crescente, cheia e minguante.
Como cada fase se forma
Lua nova: ocorre quando satélite, Terra e Sol se alinham, com a Lua localizada entre os dois astros. A face voltada para nós permanece escura, motivo pelo qual não é visível sem auxílio de equipamentos.
Lua crescente: dias após a lua nova, surge um arco iluminado que se amplia gradualmente. No Hemisfério Sul, esse brilho aparece do lado esquerdo; no Hemisfério Norte, do lado direito.
Lua cheia: a metade voltada à Terra recebe iluminação total por estar oposta ao Sol. O disco brilhante atinge o ápice de visibilidade.
Lua minguante: depois da lua cheia, a porção iluminada diminui. Essa redução indica aproximação de um novo ciclo.
Impacto da Lua nova nas marés e na fauna
A atração gravitacional combinada de Lua e Sol é mais intensa durante as fases nova e cheia, originando as chamadas marés vivas. Nessas ocasiões, a diferença entre preamar e baixamar torna‐se maior, afetando portos, navegação e atividades costeiras.
Imagem: Tecnologia & Inovação
O período de escuridão noturna também influencia padrões de reprodução marinha. Corais, moluscos e algumas espécies de peixes sincronizam a desova com a ausência de luz lunar, estratégia que reduz a exposição a predadores. Já tartarugas marinhas costumam aproveitar a baixa luminosidade para subir às praias e depositar ovos.
Fatos científicos sobre o satélite
A Lua possui diâmetro equivalente a um quarto do terrestre, com média de 3.474 km. A distância entre os corpos varia por conta da órbita elíptica: no perigeu, aproxima‐se de 363 mil km; no apogeu, pode ultrapassar 405 mil km.
Devido à rotação síncrona, a mesma face permanece apontada para nós. A região oposta — muitas vezes chamada de “lado oculto” — recebe luz solar regularmente, porém só é observável mediante sondas ou satélites.
A alternância das fases não afeta diretamente o organismo humano. Estudos não encontraram correlação consistente entre ciclo lunar e saúde, humor ou comportamento, embora crenças populares associem a Lua a variações fisiológicas.
Observação do céu
Durante a lua nova, o firmamento noturno fica mais escuro, favorecendo a visualização de planetas, enxames estelares e objetos de céu profundo. Quem utiliza telescópios ou binóculos encontra nas madrugadas próximas a esta data boas oportunidades para observar Júpiter, Saturno e aglomerados como as Plêiades.
Com o próximo quarto crescente marcado para a madrugada de 26 de janeiro, a porção iluminada voltará a aumentar até chegar à lua cheia de fevereiro. Acompanhar o ciclo ajuda navegadores, pescadores e entusiastas de astronomia a planearem atividades que dependem da claridade noturna ou das marés.





