Desmoronamento em frigorífico mata quatro operários em SP; jogador de 27 anos sofre morte súbita em Portugal

Quatro trabalhadores perderam a vida após serem soterrados durante as escavações de uma ampliação em um frigorífico situado em Promissão, interior de São Paulo. Horas depois, a comunidade desportiva europeia foi abalada pela morte súbita do lateral Nassur Bacem, de 27 anos, que caiu em campo durante uma partida oficial no Algarve, sul de Portugal. Os dois episódios, ocorridos na quarta-feira (21), concentram atenções sobre a segurança no trabalho e a saúde de atletas.

Desmoronamento em Promissão mobiliza equipes de resgate

O acidente industrial ocorreu por volta das 16h40, quando parte da escavação cedeu dentro de uma unidade frigorífica identificada pela sigla MBRF. De acordo com a Defesa Civil, cinco funcionários foram atingidos pelos escombros. Assim que o desmoronamento foi comunicado, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e técnicos da Defesa Civil deslocaram-se ao galpão em obras para prestar socorro imediato.

As vítimas foram encontradas em parada cardiorrespiratória. Equipes médicas realizaram manobras de reanimação no local e, em seguida, transferiram os trabalhadores para o hospital municipal de Promissão. Apesar dos esforços, quatro não resistiram aos ferimentos e tiveram o óbito confirmado ainda na noite de quarta-feira.

Em nota, a direção da MBRF manifestou “profundo pesar” pelas mortes e informou estar a colaborar com as autoridades. A empresa não detalhou as causas do colapso na escavação nem forneceu dados sobre a experiência das vítimas ou o tempo de serviço na obra. A Defesa Civil destacou que a área permanecerá interditada até a conclusão de perícia técnica.

Segundo o protocolo estadual, a Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar responsabilidades. Questionada, a Secretaria da Segurança Pública ainda não divulgou prazos para conclusão da investigação ou eventual autuação da companhia por falhas de segurança.

Atleta morre em campo durante partida no Algarve

Poucas horas após o acidente em São Paulo, o futebol do Algarve registou uma tragédia. O lateral Nassur Bacem, que defendia o Moncarapachense, sofreu uma parada cardíaca enquanto disputava as quartas de final da Taça da Associação de Futebol do Algarve diante do Imortal. Testemunhas relataram que o jogador desabou sem contacto prévio com adversários ou companheiros.

Profissionais de saúde presentes no estádio iniciaram reanimação cardiopulmonar imediatamente. Apesar de cerca de 20 minutos de tentativas, Bacem não recuperou os sinais vitais e teve o falecimento declarado ainda no relvado. A partida foi suspensa e o público, orientado a evacuar o recinto de forma ordeira.

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Imagem: Internet

O Moncarapachense divulgou comunicado em que lamenta a perda do atleta e oferece apoio psicológico aos colegas de equipa. A direção da Associação de Futebol do Algarve também se pronunciou, afirmando que planeia rever protocolos médicos em jogos regionais.

Questionamentos sobre prevenção e resposta a emergências

Os dois eventos, embora em contextos distintos, levantam debates sobre prevenção de acidentes e capacidade de resposta em situações críticas. No interior paulista, autoridades apuram se a obra contava com escoramento adequado, plano de contingência para soterramentos e supervisão de engenheiros habilitados. Em Portugal, clubes e federação estudam a ampliação de exames médicos periódicos e a disponibilidade de desfibriladores em todos os estádios.

Dados do Ministério do Trabalho brasileiro indicam que o setor de construção civil responde por um quinto dos acidentes fatais registados anualmente. Já na Europa, relatórios da UEFA apontam que a morte súbita em atletas de elite permanece rara, mas sugerem monitorização cardíaca regular como medida essencial.

Tanto no Brasil quanto em Portugal, especialistas reforçam a necessidade de fiscalização contínua, revisão de protocolos de segurança e formação de equipes de primeira resposta. As autoridades envolvidas nos dois episódios seguem a recolher depoimentos, verificar documentação técnica e aguardar resultados de perícias para determinar eventuais responsabilizações.

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