BitGo estreia em Nova York e alcança avaliação de US$ 2,59 bilhões

Tecnologia e Inovação

A BitGo iniciou a negociação de suas ações em Nova York com valorização de 24,6%, alcançando uma avaliação de mercado de 2,59 milhões de dólares. O movimento marca a reabertura das ofertas públicas iniciais (IPOs) de empresas ligadas a criptomoedas nos Estados Unidos em 2026.

Oferta supera expectativas e movimenta mais de US$ 200 milhões

A empresa de custódia de ativos digitais definiu o preço da oferta em 18 dólares por ação, dentro de uma faixa indicativa que ia de 15 a 17 dólares. Logo na abertura, os papéis passaram a ser negociados a 22,43 dólares, impulsionando a capitalização total para 2,59 bilhões de dólares.

No total, a BitGo e alguns investidores venderam 11,8 milhões de ações, levantando 212,8 milhões de dólares. O desempenho acima do teto da faixa sinaliza apetite renovado do mercado por companhias do setor, após um período de incerteza que se estendeu por todo o quarto trimestre de 2025.

Primeiro IPO de criptomoedas de 2026 reabre janela de mercado

Desde o encerramento parcial do governo norte-americano no fim de 2025, nenhuma grande empresa ligada a criptoativos havia chegado à bolsa. O retorno da BitGo ao calendário de listagens é o primeiro teste do interesse de investidores por esse segmento em 2026.

Analistas consultados veem a operação como indicativo de que outras empresas podem seguir o mesmo caminho nos próximos meses. Entre potenciais candidatas mencionadas no mercado estão a gestora de fundos Grayscale e a exchange Kraken.

Contexto do setor ainda é de volatilidade

Apesar do êxito da BitGo, o setor de criptomoedas continua sujeito a variações bruscas de preço. Em 2025, o bitcoin recuou 6,4%, registrando a primeira queda anual desde 2022. A retração elevou a pressão sobre empresas que pretendem abrir capital, exigindo resultados financeiros mais sólidos e modelos de negócios rentáveis.

Nesse cenário, a BitGo destaca-se por apresentar lucro líquido de 35,3 milhões de dólares nos primeiros nove meses de 2025, desempenho considerado incomum entre companhias de criptografia. Fundada em 2013, a empresa oferece serviços de custódia e segurança para moedas digitais, atuando com clientes institucionais em várias jurisdições.

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Imagem: NewsUp Brasil

Regulação facilita expansão nos Estados Unidos

Em dezembro de 2025, a BitGo obteve aprovação condicional de um regulador bancário federal para operar em todos os estados norte-americanos. A licença amplia a abrangência dos serviços da companhia, permitindo a oferta de soluções de custódia a bancos, gestoras e plataformas de negociação em todo o país.

O aval regulatório fortaleceu a posição da empresa às vésperas do IPO, contribuindo para atrair potenciais investidores interessados em ativos digitais com menor risco regulatório. Além disso, a expansão do escopo de atuação é vista como fator que pode sustentar receitas e margens de lucro no médio prazo.

Perspectivas para novos IPOs de criptomoedas

Com o retorno de listagens como a da BitGo, participantes do mercado avaliam que 2026 poderá registrar um maior número de ofertas públicas no segmento. A possibilidade depende, contudo, de condições macroeconómicas favoráveis e de maior estabilidade nos preços dos criptoativos.

Empresas que buscam abrir capital tendem a enfrentar escrutínio ampliado sobre lucratividade, governança e conformidade regulatória. Enquanto isso, investidores monitoram o desempenho das ações da BitGo como termômetro para decisões futuras.

A estreia bem-sucedida da BitGo fornece o primeiro sinal de que há espaço para ofertas de criptomoedas na bolsa norte-americana neste ano, mas ainda pairam desafios ligados à volatilidade do mercado e às exigências de supervisão.

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