Brasília, 22 de janeiro de 2026 — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato e a suspensão da comercialização do lote CC28525493 do chocolate branco Laka, embalado em barras de 145 g e fabricado pela Mondelez Brasil. De acordo com a agência, o produto está a circular em embalagem incorreta, o que impede a comunicação adequada de ingredientes e, sobretudo, a obrigatória indicação da presença de glúten.
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União e atinge todas as etapas da cadeia: produção, distribuição, venda e divulgação do lote específico. A determinação reforça que qualquer ponto de venda deve remover o item das prateleiras imediatamente.
Falta de alerta de glúten motiva recolhimento
Segundo a Anvisa, o problema foi identificado pela própria fabricante, que relatou a troca de embalagem entre o chocolate Laka tradicional e o Laka Oreo. Embora visualmente semelhantes, os dois produtos utilizam fórmulas distintas. A falha técnica fez com que o rótulo aplicado não correspondesse à composição real da barra presente na embalagem.
Como consequência, o aviso sobre a presença de glúten deixou de constar na rotulagem do lote afetado. A declaração é exigida por lei para alertar consumidores celíacos ou com alergia ao glúten. A ingestão inadvertida pode provocar reações adversas que variam de desconforto gastrointestinal a complicações mais graves, dependendo da sensibilidade de cada pessoa.
Para a agência reguladora, a ausência dessa informação configura risco sanitário, pois priva o consumidor de elemento essencial para decisão de compra segura. A legislação brasileira enquadra casos de rotulagem incorreta como infração sanitária, sujeita a recolhimento e outras penalidades.
A Mondelez Brasil comunicou ter iniciado voluntariamente o procedimento de retirada do lote do mercado, medida que foi posteriormente transformada em determinação oficial pela Anvisa. A empresa relatou causa técnica no processo de embalagem, sem impacto na qualidade do chocolate, mas reconheceu a necessidade de corrigir a rotulagem.
Procedimentos para consumidores e posicionamento da empresa
Em nota enviada à imprensa, a fabricante informou que consumidores que tenham adquirido unidades do lote CC28525493 poderão realizar a troca por outro produto idêntico, porém corretamente rotulado. O atendimento será feito pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Mondelez, disponível no telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados.
A companhia orienta que o consumidor tenha em mãos o código do lote impresso na embalagem para agilizar o atendimento. Em caso de sintomas após consumo, a recomendação é procurar assistência médica e informar a relação com o alimento.
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O Procon também reforça que o cliente pode exigir a substituição do produto, devolução do valor pago ou abatimento proporcional do preço, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. Órgãos de defesa do consumidor aconselham a guardar cupom fiscal e a embalagem como prova da compra.
Boa prática de conferência antes da compra
A Anvisa lembra que rótulos de alimentos devem apresentar, de forma clara e visível, lista de ingredientes, presença de alérgenos e validade. Pessoas com restrições alimentares, como celíacos, intolerantes à lactose ou alérgicos a oleaginosas, devem verificar essas informações antes de consumir qualquer produto industrializado.
O episódio do chocolate Laka ocorre no mesmo período em que o Procon divulgou levantamento sobre variações de preço de repelentes, lembrando que produtos de cuidados pessoais e alimentícios precisam ter registro na Anvisa. Embora se trate de segmentos distintos, o órgão de defesa do consumidor sublinha que a conferência de registro e rótulo é etapa essencial para prevenir riscos à saúde.
Consumidores que identificarem irregularidades em rótulos de alimentos, medicamentos ou cosméticos podem registrar denúncia nos canais oficiais da Anvisa ou procurar o Procon local. As informações recolhidas auxiliam na fiscalização e na adoção de providências pelas autoridades competentes.
Até o momento, não há relatos de reações adversas associadas ao lote recolhido, mas a Anvisa continuará a monitorar o caso. A Mondelez afirma estar a rever processos internos para evitar repetição da falha.





