Elon Musk prevê venda do robô humanoide Optimus a partir de 2027

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Elon Musk declarou no Fórum Económico Mundial, em Davos, que a Tesla pretende colocar o robô humanoide Optimus no mercado em 2027. O executivo indicou que o calendário pode até ser antecipado para 2025, mas esclareceu que a comercialização só terá início quando o projeto atingir padrões considerados “altíssimos” de fiabilidade, segurança e versatilidade.

Meta de lançamento depende de segurança e fiabilidade

Ao dirigir-se aos participantes do encontro em Davos, na Suíça, Musk afirmou que o cronograma será mantido apenas se o protótipo corresponder a exigências técnicas rigorosas. Segundo o empresário, a Tesla não pretende disponibilizar o robô antes de garantir:

  • Confiabilidade suficiente para operação contínua;
  • Múltiplas camadas de segurança, tanto física quanto digital;
  • Capacidade de executar um leque variado de tarefas em ambientes distintos.

Durante a apresentação, o CEO destacou que o software e a mecânica já permitem ao Optimus realizar tarefas simples dentro das fábricas da Tesla. Ainda assim, reconheceu que o desempenho em cenários domésticos ou públicos precisa de validações adicionais.

Desenvolvimento avança nas linhas de produção

A versão mais recente do protótipo tem sido testada em atividades repetitivas, como deslocar objetos, alinhar componentes e apoiar a logística interna. De acordo com Musk, esses ensaios servem para recolher dados sobre equilíbrio, coordenação e consumo de energia, fatores cruciais para autonomia prolongada.

O executivo referiu que o processo de aprendizagem utiliza técnicas de visão computacional e redes neurais semelhantes às aplicadas nos veículos elétricos da empresa. Essa abordagem, explicou, facilita a transferência de tecnologia entre projetos e reduz o tempo de desenvolvimento de novas funcionalidades.

Histórico do projeto e alterações de prazo

O Optimus foi apresentado publicamente em 2022, quando Musk projetou o início das vendas para 2026. A revisão para 2027 ocorre após análises internas que indicaram a necessidade de maior robustez dos sistemas de navegação e manipulação. Mesmo com a nova estimativa, o fundador da Tesla voltou a mencionar a possibilidade de antecipar as primeiras unidades para 2025, caso os testes em ambiente industrial confirmem os níveis de fiabilidade pretendidos.

Apesar das revisões, Musk reiterou que o cronograma permanece subordinado à capacidade de garantir que o robô seja útil e seguro em “situações da vida real”. Essa ressalva sugere que a empresa poderá fazer novos ajustes, conforme avance a validação das funcionalidades em contextos exteriores às fábricas.

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Imagem: Internet

Perspetivas de mercado para robôs humanoides

Se a Tesla cumprir o calendário, o Optimus chegará a um segmento ainda em fase inicial de adoção comercial. Analistas do setor observam que soluções humanoides devem primeiro conquistar aplicações industriais e logísticas, onde a repetibilidade de processos facilita o retorno sobre o investimento. Caso confirme a “ampla gama de funcionalidades” mencionada por Musk, o robô poderá também disputar espaço em áreas como assistência a idosos, hospitalidade e serviços de entrega.

O interesse de Musk em automatizar tarefas não se limita ao Optimus. A fabricante já utiliza robôs industriais tradicionais nas linhas de produção de veículos, e tem investido em sistemas de inteligência artificial — os mesmos que impulsionam funcionalidades de condução assistida nos carros da marca. Essa integração tecnológica poderá favorecer uma transição gradual dos protótipos para unidades comerciais.

Próximos passos

Para cumprir a meta de 2027, a Tesla deverá:

  1. Expandir os testes do Optimus nas próprias instalações;
  2. Concluir a validação de segurança em ambientes menos controlados;
  3. Definir processos de fabricação em escala e custos de produção;
  4. Obter certificações regulatórias nos principais mercados.

Musk não detalhou o preço previsto nem a estratégia de distribuição. O executivo limitou-se a reiterar que a comercialização dependerá do “altíssimo nível de segurança” exigido. Enquanto isso, a Tesla continua a recolher dados nas fábricas e a aperfeiçoar o desenho mecânico, componentes eletrónicos e algoritmos de controle.

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