Natanael Ferreira de Meneses, de 44 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos após ficar preso sob o próprio veículo numa via de acesso à prainha, em João Pinheiro, Noroeste de Minas Gerais. A morte foi confirmada na manhã de sábado (24) pela Funerária São João Batista, responsável pela necropsia.
Acidente ocorreu em trecho de barro durante a madrugada
De acordo com informações repassadas ao Corpo de Bombeiros por moradores da região, o veículo conduzido por Natanael atolou num ponto de solo encharcado durante a madrugada de sexta-feira (23). Enquanto tentava retirar o automóvel do lamaçal, o terreno cedeu ainda mais e o carro deslizou, prendendo o motorista entre a estrutura e o chão. Ele ficou imobilizado num buraco que se formou sob a carroceria, sem possibilidade de se libertar.
Pessoas que passaram pela estrada por volta das 8h30 estranharam o veículo parado e perceberam a vítima inconsciente. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. Ao chegar, a equipa encontrou o homem em estado grave, com sinais de hipotermia e suspeita de fratura na região da pelve.
Resgate exigiu escavação e apoio de trator
Para remover a vítima, os bombeiros escavaram o barro abaixo do automóvel a fim de liberar partes do corpo que estavam presas. Segundo o relatório, a operação durou aproximadamente 30 minutos. Em seguida, um trator foi utilizado para erguer o carro de forma segura, permitindo a retirada completa de Natanael.
Após ser imobilizado, o motorista foi entregue a uma equipa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A primeira parada foi a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de João Pinheiro, onde recebeu estabilização inicial. Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital Municipal da cidade e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Morte confirmada um dia após o resgate
Apesar dos cuidados intensivos, Natanael morreu cerca de 24 horas depois do acidente. A funerária informou que o velório deve ocorrer na manhã de domingo (25) e o sepultamento está previsto para a tarde do mesmo dia, com horários a definir pela família. Até o momento, a causa exata da morte não foi divulgada.
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Procedimentos e investigação
O Corpo de Bombeiros destacou que não há registro do horário preciso em que o veículo atolou, o que dificulta estimar quanto tempo a vítima permaneceu presa sob condições adversas de temperatura e umidade. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias que levaram ao acidente, incluindo as condições da estrada de terra e a possibilidade de falha mecânica ou erro de manobra.
O acesso à prainha é utilizado por moradores locais e turistas, especialmente em fins de semana. Relatos de atoleiros são frequentes na época de chuvas, o que aumenta o risco de incidentes semelhantes. A administração municipal não se pronunciou sobre eventuais obras ou sinalizações na via.
Com a conclusão da necropsia, o laudo médico será encaminhado às autoridades competentes para inclusão no inquérito. Familiares aguardam a documentação para dar prosseguimento às cerimónias fúnebres.
Até o momento não há previsão de coletivo oficial em homenagem à vítima nem informações sobre prestação de auxílio à família.





