Lula presta homenagem às vítimas do Holocausto e condena discursos de ódio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, uma mensagem em rede social para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. No texto, o chefe de Estado sublinhou a importância de recordar “os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano” e alertou para o perigo do autoritarismo, dos discursos de ódio e do preconceito étnico ou religioso.

Data reconhecida pela ONU após petição entregue em 2004

Lula recordou que, em 2004, assinou uma petição dirigida à Organização das Nações Unidas ao lado de Israel Singer, então representante do Congresso Judaico Mundial. O documento solicitava o reconhecimento formal do dia 27 de janeiro como data de homenagem às vítimas do genocídio perpetrado pelo regime nazista. A proposta foi aprovada pela Assembleia-Geral da ONU no ano seguinte, instituindo oficialmente a efeméride.

A escolha do 27 de janeiro remete a 1945, quando vieram a público as atrocidades cometidas no campo de concentração de Auschwitz, instalado na Polónia ocupada pela Alemanha nazista. A revelação dos crimes, ao fim da Segunda Guerra Mundial, mostrou ao mundo a dimensão da violência sistemática que resultou na morte de milhões de pessoas.

Genocídio atingiu judeus e diversos outros grupos perseguidos

Entre 1939 e 1945, o regime de Adolf Hitler conduziu uma política de extermínio que vitimou judeus, ciganos, poloneses, homossexuais, pessoas com deficiência e militantes comunistas. Estimativas históricas mencionam milhões de mortos, incluindo seis milhões de judeus, número que simboliza a escala do Holocausto. A sistemática de perseguição envolveu campos de concentração, trabalhos forçados e execuções em massa, configurando um dos piores crimes contra a humanidade já documentados.

Lula relembrou esses dados para reforçar a necessidade de vigilância permanente contra o retorno de ideias autoritárias. Para o presidente, a tragédia do Holocausto foi construída “com as peças do autoritarismo, dos discursos de ódio e do preconceito”. O chefe do Executivo acrescentou que relembrar o genocídio também significa defender o respeito à diversidade e preservar a democracia.

Compromisso com direitos humanos e instituições democráticas

Na mensagem, o presidente qualificou o 27 de janeiro como um dia dedicado a “recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas”. Lula defendeu, ainda, o fortalecimento dos direitos humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, que descreveu como “elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”.

O pronunciamento foi divulgado em meio a debates internacionais sobre o aumento de discursos extremistas e ataques a minorias em diferentes regiões. Ao enfatizar o vínculo entre memória histórica e defesa da democracia, o presidente buscou inserir a data no contexto atual de combate a intolerância e autoritarismo.

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Registro em rede social amplia alcance da homenagem

A publicação feita em perfil oficial do chefe do Executivo insere-se numa estratégia de comunicação que procura atingir diretamente a população, sem intermediação de veículos tradicionais. Por meio de textos curtos e linguagem acessível, o Palácio do Planalto recorre às redes para difundir posicionamentos sobre temas históricos e atuais.

Neste caso, a escolha pela plataforma digital reforçou o caráter universal da mensagem, dirigida não apenas à comunidade judaica, mas a todos os grupos que sofreram perseguição durante o Holocausto. O texto também busca alertar para as consequências do ódio institucionalizado e para a importância de manter viva a memória coletiva.

Holocausto permanece como alerta para as gerações futuras

Historiadores destacam que o Holocausto continua a ser objeto de estudos acadêmicos, exposições e iniciativas educacionais em diversos países. A manutenção da memória, defendida na mensagem do presidente, tem como objetivo evitar a repetição de crimes semelhantes. Ao lembrar 1945, ano em que Auschwitz foi libertado, o governo brasileiro alinha-se a compromissos internacionais de combate ao negacionismo e à banalização da violência.

O posicionamento oficial também sinaliza a intenção de manter o Brasil engajado em políticas globais de direitos humanos. Para analistas, a lembrança pública de datas históricas reforça a diplomacia do país em fóruns multilaterais, embora o presidente não tenha incluído comentários sobre iniciativas específicas no texto divulgado.

Com a mensagem desta terça-feira, o governo reafirma o compromisso de proteger minorias, preservar a democracia e combater toda forma de discriminação. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, criado há duas décadas pela ONU, mantém-se como marco global de reflexão sobre intolerância, violência de Estado e responsabilidade coletiva perante futuros desafios.

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