A Samsung apresentou prévia de um novo recurso de privacidade capaz de bloquear a visão de terceiros sobre o conteúdo exibido no smartphone. A funcionalidade, ainda sem nome comercial divulgado, deverá chegar primeiro ao Galaxy S26 Ultra, previsto para lançamento nos próximos meses, segundo informações publicadas pela própria fabricante sul-coreana.
Como o recurso funciona
De acordo com a Samsung, o utilizador poderá controlar o que pessoas próximas conseguem enxergar no ecrã em ambientes públicos, como transportes coletivos ou filas. O sistema permitirá:
- Aplicar proteção a aplicações específicas;
- Ativar o bloqueio ao digitar PIN, senha, padrão ou passcode;
- Ajustar diferentes níveis de visibilidade conforme a necessidade.
A companhia afirmou que emprega uma combinação de hardware e software para alcançar o efeito de ocultação. Capturas partilhadas pelo leaker Ice Universe na rede X mostram a área de notificações apagada quando o telefone é observado em ângulo, indicando que apenas o utilizador em linha reta consegue ler a informação. Esse comportamento sugere um mecanismo semelhante às películas de privacidade, mas embutido diretamente no dispositivo.
Proteção parcial ou total da tela
Outro destaque é a possibilidade de esconder apenas regiões específicas do visor. Segundo a Samsung, o dono do Galaxy poderá definir, por exemplo, que apenas a barra de notificações fique invisível a observadores laterais, mantendo o restante da interface normal. A opção pode dispensar acessórios físicos e oferece ajuste fino conforme o contexto de uso.
Embora a empresa não tenha detalhado a implementação técnica, a descrição indica a utilização de filtros óticos no painel aliado a detecção de orientação e ângulo de visão, controlados por software. Caso se confirme, o recurso deve operar de forma parecida a monitores profissionais com privacy shield, mas adaptado ao formato móvel.
Motivação: prevenir o “shoulder surfing”
O chamado shoulder surfing — observação indevida do ecrã por pessoas próximas — tornou-se preocupação crescente entre utilizadores. Relatos de furtos de credenciais em locais públicos têm levado fabricantes a criar barreiras adicionais. Em 2024, a Apple lançou o Stolen Device Protection no iOS 17.3, exigindo autenticação biométrica antes de alterar configurações sensíveis ou acessar métodos de pagamento.
Imagem: Internet
A iniciativa da Samsung segue a mesma linha, mas foca na visibilidade física da tela. A proposta é permitir que o proprietário consulte mensagens, realize operações bancárias ou digite senhas em transporte lotado sem temer que alguém ao lado possa memorizar as informações.
Lançamento e disponibilidade
Até o momento, a Samsung não confirmou data exata para a estreia nem detalhou se o recurso chegará a modelos anteriores por atualização de software. Fontes do setor indicam que a empresa deve realizar um evento em fevereiro para apresentar o Galaxy S26 Ultra e outras novidades. Caso o cronograma se mantenha, a função de privacidade estrearia no novo topo de gama e, posteriormente, poderia ser expandida a aparelhos compatíveis.
Especialistas avaliam que a integração entre camadas físicas e lógicas pode representar avanço significativo na proteção de dados em mobilidade, reduzindo a dependência de acessórios externos. Entretanto, o desempenho do ecrã em brilho, contraste e consumo de energia ainda precisará ser medido após o lançamento comercial.
Detalhes sobre personalização, impacto em aplicativos de terceiros e possíveis limitações em ângulos extremos deverão ser esclarecidos quando o recurso for demonstrado ao vivo. Até lá, a Samsung mantém a estratégia de promover gradualmente a novidade em publicações nas redes sociais com a hashtag #GalaxyAI, reforçando a integração com outras funções inteligentes que vêm sendo preparadas para a geração 2026 da linha Galaxy.





