Lua entra em fase crescente hoje (28); veja calendário lunar de janeiro de 2026

Nesta quarta-feira, 28, a Lua inicia a fase crescente, etapa em que a luz solar volta a iluminar gradualmente o disco lunar. O fenómeno ocorre após o satélite sair do alinhamento com o Sol (Lua nova) e antecede o ponto em que todo o seu hemisfério visível fica iluminado (Lua cheia). Durante a crescente, apenas uma fração do lado voltado para a Terra recebe luz, mas essa área aumenta diariamente até atingir o máximo.

Fase atual e dinâmica do ciclo lunar

O ciclo completo da Lua, conhecido como mês sinódico, dura em média 29,5 dias. Ele é determinado pela posição relativa entre Terra, Sol e Lua. Quando o satélite se alinha entre o nosso planeta e o Sol, ocorre a Lua nova, fase em que a luminosidade reflete para o lado oposto, tornando-o invisível a olho nu. A partir desse ponto, a Lua move-se no sentido de mostrar porções crescentes da sua superfície iluminada, chegando à fase cheia quando se encontra atrás da Terra em relação ao Sol. Em seguida, a iluminação diminui, configurando a Lua minguante, até completar o ciclo e reiniciar com outra Lua nova.

Calendário lunar de janeiro de 2026

Para quem acompanha as mudanças do satélite, janeiro de 2026 apresenta as seguintes datas e horários (horário de Brasília) para as fases principais:

• Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02
• Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48
• Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51
• Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47

Essas marcações ajudam a planear observações astronómicas, atividades marítimas e eventos culturais que se baseiam na posição do satélite.

Influência da Lua crescente nas marés e nos ecossistemas

A gravidade lunar exerce força direta sobre os oceanos, originando as marés. Durante as fases crescente e cheia ocorrem as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior amplitude entre preia-mar e baixa-mar. A variação mais acentuada do nível da água pode afetar a navegação, a pesca e a dinâmica costeira.

Diversas espécies também respondem à intensidade da luz refletida pela Lua. Estudos indicam que organismos marinhos, como corais e moluscos, sincronizam comportamentos reprodutivos com o aumento da luminosidade. Tartarugas marinhas utilizam a claridade para orientar-se durante a desova, enquanto aves migratórias ajustam rotas e períodos de atividade conforme a fase lunar.

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Imagem: Tecnologia Inovação Notícias

Dados científicos e curiosidades sobre o satélite

A Lua possui diâmetro próximo a um quarto do terrestre, cerca de 3.475 quilómetros, e orbita a uma distância média de 384.400 quilómetros. Essa distância varia devido à órbita elíptica: no perigeu, aproxima-se de 363 mil quilómetros; no apogeu, pode afastar-se até 405 mil quilómetros.

O hemisfério em que se observa a Lua altera a perceção da iluminação. No Hemisfério Sul, a parte iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda; no Hemisfério Norte, para a direita. A diferença deve-se ao ângulo de observação relativo ao plano da órbita lunar.

Outro aspeto notável é a rotação síncrona. A Lua completa uma volta em torno do próprio eixo no mesmo período em que orbita a Terra, razão pela qual o mesmo lado permanece sempre visível a partir do nosso planeta. A face oposta, erroneamente chamada de “face oculta”, recebe luz solar, mas só é observável com sondas e equipamentos espaciais.

Embora a atração gravitacional do satélite controle as marés, não há evidências científicas de efeitos diretos sobre o humor ou a saúde humana. Pesquisas realizadas em diferentes áreas da medicina e da psicologia não encontraram correlação robusta entre as fases lunares e alterações fisiológicas ou comportamentais em pessoas.

Para observadores amadores, a fase crescente oferece boas condições de visualização de crateras e montanhas próximas ao terminador — linha que separa a parte iluminada da região em sombra. Céu limpo e baixa poluição luminosa aumentam a nitidez, permitindo acompanhar detalhes ao longo dos próximos dias até a chegada da Lua cheia.

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