Vídeo da NASA detalha missão Artemis II e mostra próximos passos rumo à Lua

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A NASA divulgou uma animação que descreve, etapa por etapa, a missão Artemis II, cuja janela de lançamento está marcada para 6 de fevereiro. O vídeo apresenta o plano de voo, os objetivos técnicos e a tripulação que irá realizar o primeiro teste tripulado do programa Artemis, considerado essencial para o regresso de seres humanos à superfície lunar.

Como será a missão Artemis II

O voo partirá do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, utilizando o foguete Space Launch System (SLS). Após a decolagem, o SLS colocará em órbita a cápsula Orion, que transportará quatro astronautas: Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. De acordo com o roteiro divulgado, a nave executará uma volta completa ao redor da Terra antes de acionar seu motor principal e seguir rumo à Lua.

Embora não esteja previsto pouso, a Orion realizará uma trajetória de retorno livre que a levará a uma distância entre 6.500 e 9.500 quilômetros da superfície lunar. A tripulação permanecerá aproximadamente dez dias no espaço, tempo suficiente para testar todos os sistemas críticos da cápsula em ambiente de exploração profunda. Entre os procedimentos planejados estão verificações de suporte de vida, navegação, comunicações e capacidade de reentrada.

Segundo a agência, o sucesso desses ensaios dará base ao planejamento da Artemis III, missão que visa pousar no polo sul lunar e estabelecer presença humana contínua. Durante o voo, as equipas em solo também treinarão operações de monitorização e resposta em tempo real, simulando as condições que enfrentarão em missões posteriores.

Preparativos finais antes da decolagem

A NASA informou que o SLS encontra-se nas fases finais de verificação. A tripulação já está em quarentena preventiva, medida padrão para evitar contaminações. Nos próximos dias, engenheiros conduzirão testes adicionais nos motores e nos sistemas de propulsão, incluindo um disparo estático do estágio central, programado para o fim de semana que antecede o lançamento.

O vídeo divulgado sublinha que a Artemis II tem caráter de “ensaio geral” do regresso humano à Lua. Ao demonstrar que a Orion pode manter a tripulação segura em uma viagem prolongada no espaço profundo, a missão valida tecnologias como escudos térmicos de próxima geração, redesenhados após os voos não tripulados anteriores. As equipas também pretendem avaliar o desempenho dos painéis solares da cápsula em ambiente de radiação intensificada.

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Imagem: Internet

Energia nuclear para missões futuras

Paralelamente aos preparativos da Artemis II, a NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos avançam com um projeto para instalar um reator nuclear de superfície na Lua até 2030. O sistema, projetado para operar durante pelo menos uma década, forneceria energia contínua a habitats, laboratórios e veículos de exploração, reduzindo a dependência de suprimentos enviados da Terra. A iniciativa integra o plano de criar infraestrutura que permita missões de longa duração e suporte a pesquisas científicas e tecnológicas no satélite natural.

Responsáveis pelo programa afirmam que o reator deve ser transportável por foguetes comerciais e montado por robôs ou astronautas, compatibilizando-se com futuras bases lunares. Embora ainda em fase de desenvolvimento, a proposta considera requisitos de segurança, armazenamento de combustível e descarte de materiais ao fim da vida útil.

Próximos passos do programa Artemis

Com a Artemis II, a NASA retoma voos tripulados além da órbita baixa da Terra pela primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972. Se todos os objetivos forem cumpridos, a agência prosseguirá com a Artemis III, que prevê pouso no polo sul lunar antes do final da década. Etapas seguintes incluem a construção de uma estação em órbita da Lua, denominada Gateway, e a instalação de bases de pesquisa na superfície.

A estratégia a longo prazo aponta para a criação de rotas de abastecimento e plataformas de teste de tecnologias que possam sustentar missões a Marte. Nesse contexto, a validação dos sistemas Orion e SLS, aliada a fontes de energia como o reator lunar, constitui peça-chave para a presença humana permanente fora da Terra.

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