Lua crescente domina o céu hoje; veja calendário lunar de janeiro de 2026

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Nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o disco lunar apresenta-se em fase crescente. O satélite já deixou o alinhamento com o Sol, típico da Lua nova, e progride em direção ao posicionamento oposto que resultará na Lua cheia. A iluminação parcial observada nesta noite marca o início do aumento visível da área clara, fenómeno que se prolonga até à totalidade luminosa.

Calendário lunar de janeiro de 2026

O ciclo sinódico da Lua tem duração média de 29,5 dias e, em janeiro, as quatro fases principais registam-se nas datas abaixo, em horário de Brasília:

• Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02
• Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48
• Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51
• Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47

A etapa crescente que hoje se observa sucede à nova e representa o aumento gradual da fração iluminada. Na sequência, a Lua alcançará a fase cheia, quando o hemisfério voltado para a Terra ficará totalmente iluminado. O ciclo encerra-se com a fase minguante, marcada pela redução da luminosidade visível.

Como ocorrem as fases

As mudanças no aspeto do satélite resultam da posição relativa entre Terra, Lua e Sol. Quando a Lua se interpõe entre o planeta e a estrela, a face voltada para a superfície terrestre permanece escura, caracterizando a fase nova. À medida que a órbita avança, o Sol passa a iluminar progressivamente parte do disco, fenómeno que atinge o ponto máximo na fase cheia, com a Terra situada entre os dois corpos celestes.

A observação das fases pode variar consoante o hemisfério. No Hemisfério Sul, a área iluminada da Lua crescente surge do lado esquerdo do disco; no Hemisfério Norte, aparece à direita. A diferença deve-se ao ângulo de observação de cada região da Terra.

Influência sobre marés e ecossistemas

A gravidade lunar exerce força direta sobre os oceanos, originando as marés. Durante as fases crescente e cheia ocorrem as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior amplitude entre preia-mar e baixa-mar. A intensidade eleva-se porque o alinhamento relativo de Sol e Lua reforça a atração gravitacional.

Diversos organismos aquáticos e terrestres também respondem à luminosidade do satélite. Estudos registam alterações no comportamento de corais, moluscos, tartarugas marinhas e aves migratórias, que sincronizam atividades de reprodução ou alimentação com o aumento da claridade lunar. A Lua crescente, por proporcionar visibilidade adicional durante a noite, funciona como sinal ambiental para esses ciclos biológicos.

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Dados científicos sobre o satélite

Único satélite natural da Terra, a Lua possui cerca de um quarto do diâmetro terrestre, medindo aproximadamente 3.474 quilómetros. A distância média que a separa do planeta é de 384.400 quilómetros, mas oscila em virtude da órbita elíptica: no perigeu, chega a 363 mil quilómetros; no apogeu, afasta-se até 405 mil quilómetros.

O fenómeno da rotação síncrona faz com que a Lua leve o mesmo tempo para completar uma volta em torno do próprio eixo e para orbitar a Terra. Por esse motivo, o mesmo hemisfério lunar permanece voltado para nós, enquanto a região oposta, popularmente chamada de “face oculta”, só é observável mediante sondas e satélites.

Ainda que a ação gravitacional do satélite influencie as marés, não há evidências científicas de efeitos diretos sobre o humor, a saúde ou o comportamento humano. Pesquisas realizadas até o momento apontam ausência de correlação estatisticamente significativa entre as fases lunares e variações fisiológicas em pessoas.

Como observar a Lua crescente

Para quem deseja acompanhar o progresso da iluminação, a recomendação é procurar céus limpos, longe de poluição luminosa. Binóculos de baixo aumento já permitem identificar detalhes de crateras e mares lunares, cuja visibilidade aumenta gradualmente até a fase cheia. Aplicativos de astronomia podem fornecer posição exata, horários de nascer e pôr da Lua, bem como simular a evolução das fases ao longo do mês.

No calendário de janeiro de 2026, restam ainda 13 dias até à próxima Lua nova. O período oferece oportunidade para observar as transformações diárias do satélite e compreender, na prática, o ritmo de um dos fenómenos celestes mais acessíveis a olho nu.

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