Quem observar o céu na noite deste sábado, 31 de janeiro de 2026, verá a Lua em fase crescente. Neste estágio, o disco lunar apresenta iluminação parcial, resultado do afastamento do alinhamento com o Sol após a Lua nova e da aproximação gradual do posicionamento oposto que levará à Lua cheia.
Fase atual e características do ciclo
O ciclo lunar, conhecido como mês sinódico, tem duração média de 29,5 dias. Durante esse período, o satélite alterna quatro fases principais: nova, crescente, cheia e minguante. Na Lua crescente, a região iluminada aumenta dia após dia, criando a forma de “D” quando vista do Hemisfério Sul e de “C” no Hemisfério Norte, devido ao ângulo de observação.
Além da alteração visual, a fase crescente influencia diretamente as marés. A combinação de forças gravitacionais da Lua e do Sol origina as chamadas marés vivas, que se repetem também durante a Lua cheia e se caracterizam pela maior diferença entre maré alta e baixa.
Calendário lunar de janeiro de 2026
As datas e horários (pelo horário oficial de Brasília) das principais fases em janeiro são:
- Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02;
- Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
- Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
- Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47.
Como o período entre uma fase e outra não é exatamente igual, o calendário serve de referência para quem realiza observações astronómicas, planeja atividades de maré ou simplesmente gosta de acompanhar o percurso do satélite natural.
Impacto nas marés e na vida marinha
A gravidade da Lua exerce papel essencial na dinâmica dos oceanos. Durante as fases crescente e cheia, quando Sol, Terra e Lua formam ângulos que reforçam a atração gravitacional, surgem as marés vivas. Esse fenómeno provoca maior amplitude — a distância vertical entre maré baixa e alta — e influencia rotinas de navegação, pesca e actividades costeiras.
Estudos científicos também identificam respostas biológicas de vários organismos à luminosidade lunar. Corais, moluscos e tartarugas-marinhas ajustam ciclos de reprodução e alimentação conforme a intensidade da luz refletida no oceano. A Lua crescente, com iluminação progressiva, tende a estimular a atividade de espécies que dependem da claridade noturna.
Imagem: Tecnologia & Inovação
Dados físicos do satélite
A Lua possui diâmetro cerca de um quarto do terrestre — aproximadamente 3.474 km — e orbita a média de 384.400 km da Terra. Essa distância varia entre 363 mil km (perigeu) e 405 mil km (apogeu) devido à órbita elíptica.
Outro destaque é a rotação síncrona. O satélite leva o mesmo tempo para completar uma volta em torno de seu eixo e para orbitar a Terra, mantendo sempre a mesma face voltada para nós. A região oposta, iluminada em momentos distintos, é visível apenas por meio de sondas e equipamentos espaciais.
Observação a olho nu
Em noites de céu limpo, a fase crescente oferece boas condições para observação tanto a olho nu quanto com telescópios amadores. O contraste entre áreas iluminadas e sombreadas evidencia crateras e planícies basálticas, conhecidas como “mares lunares”. Para melhor visibilidade, recomenda-se afastar-se de fontes de luz artificial, permitindo que a visão se adapte à escuridão.
Embora a influência lunar sobre as marés seja evidente, não há comprovação científica de efeitos diretos sobre o comportamento humano. Pesquisas envolvendo humor, saúde ou variações criminais não demonstram correlação estatística consistente com as fases da Lua.
Com o satélite em fase crescente e o calendário lunar definido, interessados em astronomia, fotografia noturna ou simples contemplação do céu têm oportunidade de acompanhar cada etapa até a próxima Lua cheia, em 3 de fevereiro. Observar regularmente o astro é uma forma prática de perceber a mecânica celeste em ação e compreender como a posição relativa entre Sol, Terra e Lua molda a aparência do nosso vizinho mais próximo.





