O mês de fevereiro de 2026 começa sob a luminosidade intensa da Lua cheia, visível neste domingo (1º) a partir das 19h10 (horário de Brasília). O momento coincide com a ocasião em que todo o disco lunar voltado para a Terra recebe iluminação direta do Sol, fenómeno que costuma atrair observadores e astrónomos amadores em todo o país.
Calendário lunar de fevereiro
O ciclo completo do satélite natural — conhecido como mês sinódico — dura, em média, 29,5 dias. Dentro dessa trajetória, as quatro fases principais ocorrem nas seguintes datas e horários:
• Lua cheia: 1º de fevereiro, às 19h10
• Lua minguante: 9 de fevereiro, às 9h44
• Lua nova: 17 de fevereiro, às 9h03
• Lua crescente: 24 de fevereiro, às 9h28
As marcações permitem planeamento de atividades que dependem da claridade noturna ou de marés específicas, como pesca, observação astronómica e fotografia de paisagens.
O que caracteriza cada fase
Embora a Lua permaneça com o mesmo formato, a proporção iluminada visível da Terra varia conforme a posição relativa entre o satélite, o planeta e o Sol:
Lua nova: ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, tornando o lado virado para nós praticamente invisível.
Lua crescente: sucede à fase nova. A área iluminada aumenta gradualmente, formando o típico arco luminoso.
Lua cheia: acontece quando a face voltada para a Terra recebe iluminação total, originando o brilho máximo observado no céu.
Lua minguante: marca o declínio da luminosidade visível, encerrando o ciclo antes de uma nova Lua nova.
A forma aparente também muda de acordo com o hemisfério. No Sul, a porção iluminada da Lua crescente fica à esquerda; no Norte, à direita. A diferença resulta do ângulo de observação, não de variações no astro.
Efeitos sobre marés e vida marinha
Durante a fase cheia, o alinhamento entre Terra, Lua e Sol intensifica o campo gravitacional atuante nos oceanos. Esse fenómeno gera as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior diferença entre maré alta e baixa. A variação é relevante para navegação, cultivo de moluscos e operação de portos.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Estudos indicam que o aumento de luminosidade noturna pode influenciar comportamentos de várias espécies. Corais, tartarugas marinhas, moluscos e aves migratórias ajustam atividades de alimentação, acasalamento e deslocamento de acordo com a claridade lunar. Essas mudanças são objecto de monitorização por biólogos marinhos e conservacionistas que analisam ciclos de reprodução e riscos de predação.
Informações orbitais e curiosidades
A Lua possui diâmetro equivalente a cerca de 27% do da Terra e dista, em média, 384.400 quilómetros do planeta. A órbita é elíptica, o que provoca variações expressivas:
Perigeu: ponto mais próximo, cerca de 363 mil quilómetros.
Apogeu: ponto mais afastado, podendo atingir 405 mil quilómetros.
O satélite exibe rotação síncrona: leva o mesmo tempo para girar em torno do próprio eixo e para completar uma volta ao redor da Terra. Por esse motivo, o mesmo hemisfério lunar permanece voltado para nós. A região oposta, muitas vezes chamada de “face oculta”, também recebe luz solar, mas só é mapeada com sondas e equipamentos espaciais.
Apesar da influência gravitacional nas marés, não existem evidências científicas robustas de que as fases lunares provoquem alterações de humor, saúde ou comportamento humanos. Pesquisas continuam em andamento, mas, até o momento, possíveis correlações não foram confirmadas.
Com o calendário em mãos e as especificidades de cada fase definidas, interessados em observar ou fotografar o satélite têm datas e horários precisos para planear sessões de observação ao longo de fevereiro.





