A Lua Cheia de fevereiro, popularmente chamada de Lua de Neve, alcança o auge neste domingo, 1º, às 19h09 (horário de Brasília). O fenómeno será visível em todo o território brasileiro, desde que as condições meteorológicas permitam.
Origem do nome e contexto histórico
O termo “Lua de Neve” foi adotado por povos indígenas da América do Norte, que batizavam cada Lua Cheia de acordo com o clima ou atividades típicas de cada mês. Fevereiro coincide com o auge do inverno no Hemisfério Norte, daí a associação à neve. Registos históricos mencionam ainda a designação “Lua da Fome”, referência à escassez de alimentos no final da estação rigorosa. Com o tempo, o nome relacionado à neve ganhou maior popularidade.
O que esperar do fenómeno
Apesar do título chamativo, a Lua de Neve não produz efeitos visuais extraordinários. Trata-se de uma Lua Cheia comum, que nasce próximo ao pôr do sol e se põe ao amanhecer, mantendo brilho intenso durante toda a noite. Em locais com pouca poluição luminosa, a observação a olho nu é favorecida e fotografias noturnas podem ganhar contraste adicional.
O evento não se enquadra na categoria de superlua. Uma superlua ocorre quando a Lua Cheia coincide com o perigeu — ponto orbital mais próximo da Terra —, o que resulta num disco ligeiramente maior e mais brilhante. Neste domingo, a Lua estará a uma distância média, sem aumento perceptível de tamanho ou luminosidade.
Visibilidade e melhores condições de observação
Para acompanhar o fenómeno, basta localizar um local com horizonte desimpedido e pouca iluminação artificial. Céus limpos ampliam a visibilidade, mas mesmo em centros urbanos é possível observar o satélite. Como a Lua nasce ao pôr do sol, o disco surge no leste e atinge o ponto mais alto durante a madrugada.
Perspectiva astronómica e cultural
Do ponto de vista científico, a Lua Cheia de fevereiro não apresenta particularidades diferentes de outras fases cheias ao longo do ano. O brilho intenso pode, porém, ofuscar estrelas mais fracas, alterando a visibilidade de constelações de menor magnitude.
Imagem: Internet
No campo da astrologia, a Lua Cheia costuma ser associada a culminações e encerramentos de ciclos. Astrólogos atribuem à Lua de Neve significados relacionados a resiliência e introspeção, interpretando o período como oportunidade para revisão de metas pessoais. Embora essas interpretações não façam parte da astronomia, integram o imaginário popular em torno do fenómeno.
Calendário de Luas Cheias em 2026
O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP) indica que 2026 terá 13 Luas Cheias, uma a mais que a média anual. Segue a lista, com nomes tradicionais segundo o The Old Farmer’s Almanac:
1º de fevereiro – Lua de Neve
3 de março – Lua da Minhoca
1º de abril – Lua Rosa
1º de maio – Lua das Flores
31 de maio – Lua Azul
29 de junho – Lua de Morango
29 de julho – Lua dos Cervos
28 de agosto – Lua de Esturjão
26 de setembro – Lua do Milho (ou da Colheita)
26 de outubro – Lua do Caçador
24 de novembro – Lua do Castor
23 de dezembro – Lua Fria
Por que observar a Lua de Neve
Embora não seja uma superlua, a Lua de Neve representa oportunidade acessível para contemplar o céu noturno. O fenómeno é gratuito, dispensa equipamento especializado e oferece experiência distinta da rotina digital. Mesmo breve, a observação pode funcionar como pausa para apreciação de ciclos naturais.





