A Organização das Nações Unidas (ONU) enfatizou a necessidade de envolver países do Sul Global nos processos de governança da inteligência artificial (IA). A posição foi divulgada em comunicação institucional que aborda desafios e oportunidades relacionados à tecnologia.
ONU aponta riscos de exclusão
De acordo com a entidade, as decisões sobre normas, padrões e regulações de IA concentram-se majoritariamente em nações altamente industrializadas. Para a ONU, essa assimetria limita a representação de interesses de regiões em desenvolvimento e pode ampliar disparidades económicas, sociais e tecnológicas.
Inclusão considerada estratégica
O organismo internacional sustenta que a participação ativa do Sul Global é essencial para garantir soluções tecnológicas alinhadas às necessidades locais, respeitando diversidade cultural, proteção de dados e direitos humanos. A recomendação inclui a criação de fóruns multilaterais que assegurem voz equitativa na elaboração de políticas públicas e diretrizes técnicas.
Imagem: ilustrativa
Na avaliação da ONU, a cooperação internacional deve contemplar transferência de conhecimento, capacitação e acesso a infraestrutura digital, de modo a evitar que tecnologias emergentes reforcem desigualdades existentes. A organização reforça que a inclusão de especialistas, governos e sociedade civil de países em desenvolvimento contribuirá para sistemas de IA mais justos, transparentes e benéficos para todas as populações.






