A Organização das Nações Unidas leva a Portugal a mostra itinerante “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado”, criada para assinalar os 80 anos da entidade e os 70 anos da adesão portuguesa. A exposição ocupa dois espaços públicos: a Praça do Município, em Lisboa, entre 25 de março e 12 de abril, e a Praça D. João I, no Porto, de 28 de março a 12 de abril. A visita é gratuita, disponível 24 horas por dia e não exige inscrição prévia.
Agenda, formato e acesso gratuito
Em Lisboa, os painéis estarão acessíveis logo na manhã de 25 de março, permanecendo no local por quase três semanas. No Porto, a montagem abre ao público três dias depois, repetindo o mesmo período de exibição. O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC) coordena a iniciativa em parceria com as câmaras municipais das duas cidades portuguesas.
Ao todo, 25 histórias reais compõem o percurso expositivo. Cada relato destaca como programas, agências ou operações de paz da ONU interferem de forma direta no quotidiano de comunidades em vários continentes. Textos curtos, fotografias de grande formato e códigos QR direcionam para conteúdos adicionais, permitindo aprofundar dados sobre missões humanitárias, proteção de refugiados, combate às alterações climáticas e promoção dos direitos humanos.
Os painéis foram concebidos para resistir a condições climáticas diversas, de modo a permanecerem disponíveis dia e noite. A escolha de espaços abertos e centrais pretende atrair tanto residentes quanto turistas, reforçando a visibilidade da agenda multilateral junto de um público alargado.
Histórias que ilustram o alcance global
Cada um dos 25 testemunhos foi recolhido em regiões distintas, cobrindo desde zonas de conflito a localidades isoladas onde projetos de desenvolvimento sustentável ganharam escala graças a financiamentos e parcerias internacionais. Há exemplos de mediação de paz em África, distribuição de vacinas em territórios remotos da Ásia, apoio a populações deslocadas no Médio Oriente e ações de mitigação de desastres na América Latina.
Segundo o UNRIC, o objetivo é tornar visível a relação direta entre decisões tomadas na sede da organização, em Nova Iorque, e resultados tangíveis no terreno. A exposição procura ainda demonstrar que o trabalho da ONU ultrapassa operações de emergência, envolvendo metas de longo prazo como igualdade de género, educação inclusiva e energia limpa.
Em declarações divulgadas pela própria organização, a subsecretária-geral para a Comunicação Global, Melissa Fleming, afirmou que a itinerância mundial da mostra confirma a presença constante das Nações Unidas “na vida de pessoas em todos os lugares”. Para a diretora do UNRIC, Sherri Aldis, o multilateralismo “não é uma ideia abstrata”, mas sim um mecanismo que “transforma vidas todos os dias” — mensagem que a exposição busca evidenciar.
Portugal no centro da celebração do multilateralismo
A versão portuguesa reúne ainda material específico sobre a participação do país na ONU desde 1955. Painéis dedicados lembram o envolvimento nacional em missões de manutenção de paz, o contributo financeiro regular para o orçamento da organização e a eleição de António Guterres como secretário-geral, em 2017. Para os curadores, a integração desses elementos locais sublinha o compromisso do Estado português com soluções multilaterais e reforça o sentido de pertença dos visitantes.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou a mostra uma oportunidade para destacar “a urgência de reforçar a cooperação internacional” num momento de desafios globais complexos. A autarquia lisboeta fornece apoio logístico, iluminação e segurança para garantir a permanência ininterrupta da instalação. No Porto, a responsabilidade recai sobre equipas municipais que repetirão o modelo de vigilância permanente e limpeza diária.
Passagem por várias capitais e disponibilidade digital
Antes de chegar a Portugal, “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado” foi apresentada em cidades como Abuja, Ancara, Brasília, Copenhague, Genebra e Nairobi. O roteiro internacional tem como lema “Construindo o Nosso Futuro Juntos” e pretende aproximar cidadãos do trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas, reforçando a mensagem de que problemas globais exigem respostas coordenadas.
Imagem: ilustrativa
Além da visita física, o público pode consultar material complementar numa plataforma on-line mantida pela ONU. O endereço disponibiliza entrevistas completas, relatórios estatísticos e mapas interativos que detalham a atuação das agências especializadas. A navegação é gratuita e adaptada a dispositivos móveis, ampliando o alcance da mensagem para fora dos limites geográficos da exposição.
Metas de longo prazo e envolvimento da sociedade
Os organizadores pretendem que a mostra funcione como ponto de partida para debates em escolas, universidades e coletivos da sociedade civil. Segundo o UNRIC, docentes podem utilizar os painéis para ilustrar conteúdos de disciplinas ligadas a história, geografia, cidadania e desenvolvimento sustentável. Guias educativos, disponíveis para download, propõem atividades como análise de casos, produção de podcasts e simulações de assembleias internacionais.
A unidade regional das Nações Unidas espera igualmente que autarcas, organizações não governamentais e empresas explorem o material expositivo para fortalecer redes locais de cooperação. Temas como redução das desigualdades, proteção dos oceanos e acesso universal a serviços essenciais aparecem em destaque, alinhados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos para a Agenda 2030.
Serviço: datas, horários e como chegar
Lisboa
Local: Praça do Município
Período: 25 de março a 12 de abril
Horário: acesso livre 24 h, todos os dias
Acesso: metrô Baixa-Chiado ou Terreiro do Paço; diversas linhas de ônibus
Porto
Local: Praça D. João I
Período: 28 de março a 12 de abril
Horário: acesso livre 24 h, todos os dias
Acesso: metrô Bolhão ou Trindade; paragens de ônibus na Av. dos Aliados
A entrada é gratuita em ambas as cidades. Pessoas com mobilidade reduzida encontram rampas e pisos nivelados, e a sinalização segue normas de acessibilidade visual. Serviços de apoio ao visitante, como informações turísticas e sanitários públicos, ficam nos arredores imediatos das praças.
Com essa etapa portuguesa, a ONU encerra o circuito europeu da exposição. Novas datas em outras regiões serão anunciadas nos canais oficiais da organização, reforçando o compromisso de levar a discussão multilateral a públicos cada vez mais diversificados.





