Exposição “Vidas Partilhadas” chega a Lisboa e Porto e celebra 80 anos da ONU

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A mostra itinerante “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado” assinala os 80 anos da Organização das Nações Unidas (ONU) e os 70 anos da adesão de Portugal à entidade. Entre março e abril, a exposição ocupa dois espaços públicos centrais: a Praça do Município, em Lisboa, de 25 de março a 12 de abril, e a Praça D. João I, no Porto, de 28 de março a 12 de abril. A visita é gratuita e pode ser feita a qualquer hora do dia.

Histórias reais mostram o impacto do multilateralismo

Organizada pelo Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), em parceria com as câmaras municipais de Lisboa e do Porto, a iniciativa reúne 25 relatos verídicos provenientes de diferentes regiões do planeta. Os testemunhos evidenciam resultados práticos de ações da ONU em quatro frentes principais: promoção da paz, ajuda humanitária, desenvolvimento sustentável e defesa dos direitos humanos.

O objetivo central é demonstrar como o multilateralismo influencia a vida quotidiana de milhões de pessoas. De acordo com Melissa Fleming, subsecretária-geral da ONU para Comunicação Global, a mostra “prova que a organização toca vidas em todos os lugares, seja nos países que contribuem para os seus projetos ou nas comunidades que dependem diretamente das suas agências em momentos de perigo”.

Para Sherri Aldis, diretora do UNRIC, o conteúdo torna palpável um conceito muitas vezes percebido como abstrato. “Multilateralismo não é uma ideia distante; transforma vidas diariamente”, enfatiza.

Portugal destaca-se na trajetória da organização

A versão portuguesa da exposição incorpora capítulos sobre a participação nacional desde 1955, ano em que o país passou a integrar oficialmente a ONU. A curadoria inclui contributos de missões de paz, projetos de cooperação e iniciativas de desenvolvimento sustentável conduzidas com envolvimento luso.

Em visita inaugural, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, reforçou a importância da mostra num contexto de desafios globais complexos. Segundo o autarca, os painéis “lembram a urgência de reforçar a cooperação internacional” e sublinham o compromisso de Lisboa com valores de paz, solidariedade e sustentabilidade.

Melissa Fleming acrescentou que Portugal representa um “membro exemplar” por manter as contribuições financeiras em dia, participar em operações de paz e já ter fornecido um secretário-geral às Nações Unidas.

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Imagem: ilustrativa

Calendário, acessibilidade e alcance global

Os painéis instalados em Lisboa permanecem acessíveis das 24 horas de cada dia entre 25 de março e 12 de abril. No Porto, a instalação repete o mesmo esquema, mas com início em 28 de março. A entrada livre busca aproximar o público do trabalho desenvolvido pela ONU sem barreiras horárias ou financeiras.

Antes de chegar a Portugal, “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado” passou por cidades como Abuja, Ancara, Brasília, Copenhague, Genebra e Nairóbi. A itinerância, organizada sob o lema “Construindo o Nosso Futuro Juntos”, pretende envolver diferentes sociedades numa reflexão sobre soluções coletivas para problemas globais.

Além do material físico, visitantes podem aceder a conteúdos complementares na plataforma digital da ONU, que aprofunda os casos apresentados e oferece informações sobre oportunidades de participação comunitária.

Ao reunir testemunhos de todos os continentes e destacar a contribuição portuguesa para a diplomacia multilateral, a exposição reforça a mensagem de que a cooperação internacional permanece essencial para construir um futuro mais seguro, justo e sustentável.

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