Aeroportos brasileiros batem recorde com 129,6 milhões de passageiros em 2025

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A rede aeroportuária do Brasil encerrou 2025 com a maior movimentação de passageiros já registada no país. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 129,6 milhões de pessoas utilizaram os terminais nacionais ao longo do ano, volume que supera em 9,4 % o total de 2024 e rompe, pela primeira vez, a barreira dos 120 milhões.

Movimento anual supera marca histórica

Do total apurado, 101,2 milhões de viajantes concentraram-se no mercado doméstico. Esse segmento avançou 8,5 % em oferta de assentos e 10,6 % em procura, refletindo maior disponibilidade de voos e crescimento da demanda interna. Já o tráfego internacional registou 28,4 milhões de passageiros, número 13,4 % acima do recorde anterior, obtido em 2024, quando 25 milhões de pessoas viajaram para fora do Brasil ou desembarcaram no país.

Considerando tanto voos internos quanto externos, a procura (medida em passageiros-quilómetro pagos) subiu 11,3 % em 2025, enquanto a oferta (assentos-quilómetro disponíveis) avançou 10,2 %. A ligação entre expansão da malha aérea e interesse do público indica maior confiança do setor e sinaliza recuperação sustentada do transporte aéreo após os impactos registados nos últimos anos.

Mercado doméstico impulsiona crescimento

A aviação dentro do território nacional manteve papel predominante na atividade dos aeroportos. Ao concentrar cerca de 78 % dos embarques e desembarques, o segmento doméstico beneficiou-se do aumento de rotas para cidades de médio porte, ajustes na frota das companhias e estratégias comerciais direcionadas a tarifas promocionais. A Anac aponta que a oferta doméstica avançou a um ritmo inferior ao da demanda, o que evidencia melhor aproveitamento de lugares e, em alguns casos, maior taxa de ocupação das aeronaves.

No cenário internacional, a abertura de novas frequências para a América do Sul, América do Norte e Europa contribuiu para a alta de 11,7 % na procura e de 11,3 % na oferta. Embora o volume absoluto seja inferior ao doméstico, a expansão externa tem peso estratégico na geração de receitas para companhias brasileiras e estrangeiras que operam no país.

Desempenho de dezembro mantém tendência de alta

O último mês de 2025 confirmou o ritmo de crescimento observado ao longo do ano. Em dezembro, os aeroportos registaram 9,1 milhões de passageiros em voos domésticos, avanço de 9,2 % em relação ao mesmo período de 2024. A procura interna avançou 10,6 % e a oferta cresceu 8,4 %, sinalizando bom nível de ocupação nos feriados de fim de ano.

No tráfego internacional, 2,6 milhões de passageiros circularam pelos terminais brasileiros em dezembro, acréscimo de 10,7 % frente ao ano anterior. A procura externa subiu 9,7 % e a oferta aumentou 7,9 %, indicando equilíbrio entre crescimento da demanda e capacidade oferecida pelas companhias.

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Imagem: Ultimas Notícias

Fatores que sustentam o avanço do setor

Especialistas atribuem o desempenho de 2025 a fatores como recuperação económica, manutenção de políticas de incentivo ao turismo interno e fortalecimento do câmbio para viagens ao exterior. A expansão da malha regional, impulsionada por concessões aeroportuárias e programas de redução de tarifas em aeroportos menores, também ampliou a conectividade do país.

Outro ponto relevante foi a modernização de terminais administrados por concessionárias privadas, que resultou em melhoria de infraestrutura, aumento de capacidade e maior eficiência operacional. Essas iniciativas, alinhadas a ajustes na oferta de assentos e ao uso de aeronaves de maior porte nas rotas de maior densidade, contribuíram para acomodar o volume adicional de passageiros.

Perspectivas para 2026

Embora a Anac ainda não tenha divulgado projeções para o próximo ano, analistas do setor aeronáutico estimam continuidade do crescimento, apoiada em novos investimentos em terminais regionais e na intensificação de acordos entre companhias para partilha de voos. A expectativa é que a demanda doméstica mantenha ritmo firme, enquanto o segmento internacional poderá atingir patamares próximos aos de 2019 em termos de capacidade oferecida.

Se as tendências se confirmarem, 2026 pode consolidar o transporte aéreo como um dos vetores de expansão da economia do turismo e dos negócios no Brasil, reforçando a necessidade de planejamento logístico e infraestrutura adequada para sustentar fluxos cada vez maiores de passageiros.

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