Anvisa libera primeiro genérico do Dexilant e amplia acesso a tratamento de refluxo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta terça-feira (20) o registro do primeiro medicamento genérico correspondente ao Dexilant, utilizado para tratar a doença do refluxo gastroesofágico e lesões causadas por esofagite erosiva. O ato foi publicado no Diário Oficial da União, oficializando a autorização de comercialização do dexlansoprazol em versões de 30 mg e 60 mg.

Com a aprovação, pessoas que dependem do fármaco para reduzir a acidez estomacal passam a contar com uma alternativa potencialmente mais acessível. O genérico possui o mesmo princípio ativo, forma farmacêutica, concentração e indicação terapêutica do produto de referência, mantendo equivalência na eficácia e na segurança.

Registro garante padrões de qualidade estabelecidos pela Anvisa

Para chegar ao mercado, o dexlansoprazol genérico foi submetido a um processo de avaliação que incluiu análises de qualidade, segurança e eficácia. Segundo a agência reguladora, o medicamento comprovou bioequivalência e alternativa terapêutica idêntica à do Dexilant, atendendo aos requisitos previstos na legislação brasileira.

A Anvisa destaca que todos os genéricos aprovados passam por procedimentos técnicos rigorosos, como estudos comparativos de dissolução e biodisponibilidade, além da verificação das boas práticas de fabricação. Esses critérios visam garantir que o produto entregue ao consumidor apresente o mesmo desempenho clínico do medicamento de referência.

Com a certificação, o laboratório responsável está autorizado a fabricar, distribuir e comercializar o genérico em todo o território nacional, observando as normas de rotulagem e farmacovigilância. A comercialização poderá iniciar tão logo o fabricante conclua as etapas de produção industrial e logística, procedimento que costuma levar poucas semanas após o registro.

Indicação para adultos e adolescentes de 12 a 17 anos

O novo medicamento tem indicação para adultos e adolescentes entre 12 e 17 anos diagnosticados com azia relacionada ao refluxo gastroesofágico ou lesões no esôfago provocadas por esofagite erosiva. O esquema terapêutico segue as dosagens já estabelecidas: 30 mg para quadros leves ou moderados e 60 mg para casos que exigem maior controle da secreção ácida.

Profissionais de saúde ressalvam que a posologia deve ser definida pelo médico após avaliação clínica, considerando histórico do paciente e resposta ao tratamento. A orientação de uso contínuo ou intermitente depende da gravidade dos sintomas e da evolução da mucosa esofágica.

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Impacto econômico para pacientes e sistema de saúde

O lançamento de um genérico costuma resultar em redução de preços de 30 % a 60 % em comparação ao medicamento de marca, segundo dados recorrentes do mercado farmacêutico. Para pacientes que utilizam inibidores de bomba de prótons de forma prolongada, a diferença pode representar economia significativa ao longo do ano.

Além do benefício financeiro direto ao consumidor, a ampliação de opções terapêuticas impacta as compras públicas. Hospitais e secretarias de saúde podem negociar valores menores em processos de aquisição, favorecendo o atendimento de demandas na atenção básica e em unidades de alta complexidade.

Contexto do refluxo gastroesofágico no Brasil

Estudos epidemiológicos apontam prevalência crescente da doença do refluxo, relacionada a fatores como dieta, obesidade e hábitos de vida. O tratamento medicamentoso com inibidores de bomba de prótons permanece como estratégia central para aliviar sintomas, cicatrizar lesões esofágicas e prevenir complicações.

Nesse cenário, a chegada de genéricos reforça a política de acesso a medicamentos essenciais prevista no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao ampliar a oferta e reduzir custos, a medida contribui para continuidade terapêutica de pacientes que necessitam de controle prolongado da acidez gástrica.

Com o registro efetivado, o dexlansoprazol genérico passa a integrar a lista de opções disponíveis no país, mantendo padrões científicos estabelecidos pela Anvisa e ampliando o alcance do tratamento de refluxo gastroesofágico para diferentes faixas etárias.

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