O processo de transição na liderança da Apple ganhou novos contornos após relatos indicarem que Tim Cook, atual diretor-executivo, avalia deixar o cargo. Segundo três fontes internas ouvidas pelo The New York Times, a empresa já iniciou discussões sobre quem assumirá o posto mais alto da companhia.
Planeamento avançado para a saída de Cook
Cook, que completará 65 anos em novembro de 2025, estaria interessado em reduzir o ritmo de trabalho depois de mais de uma década à frente da fabricante do iPhone. As informações apontam que o executivo participa de conversas sobre o seu próprio sucessor, numa estratégia destinada a garantir uma transição suave e a preservar o valor de mercado da companhia.
Desde que assumiu o cargo em agosto de 2011, em substituição a Steve Jobs, Tim Cook conduziu a Apple a marcos financeiros, lançou novas linhas de produtos e consolidou o segmento de serviços. Com a proximidade da idade tradicional de reforma e o interesse declarado em diminuir a rotina executiva, a busca por um substituto entrou na pauta do alto escalão.
Nomes cotados e favorito apontado
Entre os executivos analisados internamente estão Craig Federighi, vice-presidente sénior de Engenharia de Software; Eddy Cue, responsável pelos Serviços; Greg Joswiak, que lidera a área de Marketing; e Deirdre O’Brien, encarregada de Varejo e Pessoas. Ainda assim, as fontes consultadas indicam John Ternus como o candidato melhor posicionado para assumir a função.
Ternus ocupa, há cerca de uma década, a vice-presidência sénior de Engenharia de Hardware. Sob sua responsabilidade ficaram projetos como a transição dos computadores Mac para processadores desenhados pela própria Apple, movimento considerado estratégico para o controlo de desempenho e margens de lucro da linha.
Critérios avaliados pela Apple
A escolha do novo diretor-executivo envolve múltiplos requisitos, desde experiência em produto até capacidade de gerir operações globais. Analistas do mercado observam que a cultura corporativa da Apple prioriza a continuidade, motivo pelo qual nomes já inseridos na estrutura são considerados mais prováveis.
Dentro da empresa, a execução técnica e o histórico de lançamentos bem-sucedidos contam pontos. No caso de Ternus, a participação direta na engenharia dos principais dispositivos e na migração para chips próprios amplia sua visibilidade junto ao conselho de administração.
Imagem: Internet
Permanência de Cook no conselho
Embora ainda não exista decisão formal sobre datas, os relatos indicam que Tim Cook deverá manter laços institucionais com a companhia. O executivo é citado como futuro presidente do conselho, posição que lhe permitiria orientar estratégias de longo prazo sem a responsabilidade diária da função de CEO.
A eventual saída de Cook como chefe do dia a dia, mas com lugar no conselho, repete modelos vistos em transições de outras empresas de tecnologia. Essa configuração tende a mitigar eventuais receios de investidores, já que preserva a ligação do executivo ao negócio e facilita a implementação de mudanças graduais.
Impacto para funcionários e investidores
Para os colaboradores, o processo de sucessão representa a continuidade de um estilo de liderança que privilegia decisões colegiadas. Caso John Ternus seja confirmado, a percepção interna é de que a experiência em engenharia manterá o foco em inovação de hardware. Para o mercado financeiro, a transparência na sucessão e a manutenção de Cook no conselho são vistos como sinais de estabilidade.
A Apple não comentou oficialmente as informações. Até que a nomeação seja anunciada, a empresa deverá prosseguir com o planejamento de produtos e serviços que compõem o calendário de lançamentos dos próximos anos.
Enquanto isso, investidores acompanham de perto os próximos passos. A transição de liderança em companhias deste porte costuma influenciar as expectativas de crescimento e as projeções de lucro, fatores que se refletem no desempenho das ações. A definição do sucessor, seja Ternus ou outro executivo, encerrará um capítulo iniciado com Steve Jobs e prolongado por Tim Cook, marcando uma nova fase na gestão da empresa.





