Ataque de tubarão mata adolescente em Olinda; chuva intensa coloca São Paulo em atenção

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Um adolescente de 13 anos morreu após ser atacado por um tubarão na praia Del Chifre, em Olinda, na última quinta-feira, 29. Horas depois, a capital paulista entrou em estado de atenção para alagamentos devido à forte chuva que atingiu a cidade à noite. Os dois episódios mobilizaram autoridades locais e expõem riscos distintos enfrentados por banhistas e moradores.

Ataque fatal no litoral de Pernambuco

De acordo com informações do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), o ataque ocorreu numa área classificada como de alto risco desde a década de 1990. A vítima foi retirada da água por populares e levada de carro ao Hospital do Tricentenário, em Olinda, mas chegou sem sinais vitais.

O médico Levy Dalton, responsável pelo atendimento, afirmou que o ferimento na coxa direita atingiu artérias importantes e provocou grande perda de sangue. “Ele tinha uma lesão extensa numa região de artérias. Realizamos todas as manobras de suporte avançado de vida, mas não foi possível reanimá-lo”, declarou.

Segundo o Cemit, a praia conta com quatro placas de aviso fixadas em pontos estratégicos, alertando sobre a presença de tubarões e as restrições impostas pelo Decreto Estadual nº 21.402/99. A norma proíbe determinadas atividades náuticas, como o surfe, em trechos considerados mais propensos a incidentes.

Embora monitorada há mais de três décadas, a região continua a registrar ocorrências. Autoridades locais reforçam que banhistas devem respeitar a sinalização, evitar áreas de correnteza e não permanecer em trechos isolados. O Cemit informou que equipes de vigilância permanecerão no local para orientar o público e recolher dados que auxiliem em futuros estudos sobre comportamento de tubarões.

Chuva forte e risco de alagamentos em São Paulo

No mesmo dia, por volta da noite, a cidade de São Paulo enfrentou chuva de forte intensidade que levou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) a declarar estado de atenção para alagamentos. De acordo com o órgão, a tempestade provocou quedas de energia que afetaram cerca de 23 mil imóveis, além de registrar pontos de enxurrada em diferentes bairros.

O CGE informou que as instabilidades foram geradas pelo aquecimento durante a tarde, combinado com a chegada de uma frente fria sobre o litoral. Apesar da melhora gradual durante a madrugada, a previsão indica tempo instável, com possibilidade de precipitações de moderada intensidade ao longo do dia.

A Defesa Civil recomendou que motoristas redobrem a atenção em vias com histórico de alagamento e que a população evite atravessar ruas inundadas. Em caso de emergência, o órgão orienta ligar para o número 199 ou buscar abrigo em locais elevados até a água baixar.

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Medidas de prevenção e orientação à população

No litoral pernambucano, o Cemit reforça a importância de seguir as seguintes recomendações:

• Respeitar as placas de advertência e evitar áreas sinalizadas como perigosas.
• Não praticar esportes aquáticos em trechos restritos.
• Evitar nadar sozinho ou distante da faixa de areia.

Em São Paulo, as orientações da Defesa Civil incluem:

• Acompanhar alertas emitidos pelo CGE e pelos serviços de meteorologia.
• Evitar regiões de alagamento, mesmo em baixa profundidade.
• Desligar aparelhos elétricos ao primeiro sinal de inundação para prevenir curtos-circuitos.

Autoridades continuam a monitorar ambas as situações. No caso do ataque em Olinda, o Cemit deve enviar relatório técnico à Secretaria Estadual de Meio Ambiente em até 30 dias. Já em São Paulo, o CGE mantém equipes de plantão para atualizar as condições climáticas e os riscos de novos alagamentos.

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