Edson Bindilatti garante Brasil nos Jogos de Inverno de 2026 após pódio na Copa América de bobsled

Edson Bindilatti, 46 anos, assegurou a presença do bobsled brasileiro nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, ao terminar o fim de semana com dois pódios na etapa da Copa América em Lake Placid, Estados Unidos.

Resultados em Lake Placid confirmam vaga

No domingo, 11 de janeiro, o piloto baiano liderou o trenó de quatro atletas (4-man) que ficou em quarto lugar na classificação geral da etapa. A equipe verde-amarela completou as descidas atrás de Coreia do Sul (ouro), Estados Unidos (prata) e Canadá (bronze). Como o Pan-Americano considera apenas as formações do continente, o desempenho rendeu a medalha de bronze ao Brasil.

Além de Bindilatti, o trenó contou com os paulistas André Luiz da Silva e Edson Martins e com o catarinense Tauler Zatti. Um dia antes, sábado, Bindilatti e Zatti já haviam conquistado a prata no 2-man, superados apenas pela dupla da Jamaica. O resultado também valeu a segunda posição no ranking pan-americano.

Os pontos somados nas provas de 4-man e 2-man levaram o Brasil à zona de classificação olímpica. O regulamento da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton (IBSF) define as vagas de acordo com o ranking combinado das duas modalidades, e os números alcançados em Lake Placid colocam o trenó pilotado por Bindilatti entre os garantidos para Milão-Cortina, entre 6 e 22 de fevereiro de 2026.

O Comitê Brasileiro de Desportos no Gelo anunciará em 19 de janeiro os três atletas que acompanharão Bindilatti nos Jogos. Será a sexta participação olímpica do piloto, que estreou em Salt Lake City 2002 e confirmou a aposentadoria após a edição italiana.

Carreira marcada por marcos inéditos

Ex-decatleta, Bindilatti migrou para o gelo em 2000. Em 2025, conduziu o país ao 13.º lugar no Campeonato Mundial de Especialistas em Lake Placid, o melhor resultado brasileiro até hoje. A classificação para 2026 consolida uma sequência ininterrupta de presenças olímpicas que começou em 2002.

Ao comentar a vaga, o piloto destacou a consistência obtida nas largadas e o trabalho coletivo do grupo, especialmente na reta final de treinos em Lake Placid. Segundo ele, a meta agora é ajustar detalhes de curva e entrada de pista antes do envio definitivo do trenó à Europa.

Tentativa de segundo trenó segue em disputa

O Brasil ainda pode levar outra formação aos Jogos. O paulista Gustavo Ferreira, 24 anos, lidera o segundo projeto nacional. Na mesma etapa da Copa América, seu quarteto concluiu o 4-man em sexto lugar e ficou em quarto na contagem pan-americana. O trenó teve o carioca Rafael de Souza e os paulistas Davidson de Souza e Luiz Henrique Bacca.

Edson Bindilatti garante Brasil nos Jogos de Inverno de 2026 após pódio na Copa América de bobsled - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

No sábado, Gustavo e Rafael alcançaram a quarta posição no 2-man. Para buscar a vaga remanescente no ranking mundial, a equipe disputará a Copa Europa em Innsbruck, Áustria, entre 14 e 18 de janeiro. O trenó de Bindilatti também competirá, mas apenas para manter ritmo e testar ajustes mecânicos.

A definição final da quota de cada país será publicada pela IBSF após o encerramento das etapas europeias. Caso o segundo trenó brasileiro alcance a zona de corte, o país repetirá a participação dupla que ocorreu em Sochi 2014.

Próximos passos até Milão-Cortina

Com a vaga já assegurada, Bindilatti e comissão técnica concentram-se em transporte, adaptação ao fuso e simulações de pista. O trenó viajará para a Europa no fim de janeiro, passando por sessões de aclimatação na pista de Cortina d’Ampezzo antes da cerimónia de abertura.

O programa olímpico do bobsled começa em 15 de fevereiro, com treinos oficiais, e termina em 22 de fevereiro, data da final do 4-man. A delegação nacional embarcará para a Itália em 3 de fevereiro.

Se conquistar um top-15 em Milão-Cortina, Bindilatti superará o recorde histórico brasileiro que ele próprio estabeleceu no Mundial de 2025. Segundo o piloto, a experiência acumulada e a evolução dos empurradores são os principais trunfos para atingir o objetivo.

Enquanto a definição do segundo trenó permanece aberta, a presença do capitão brasileiro já garante ao país continuidade num calendário invernal marcado por resultados progressivos e formação de novos atletas para o ciclo pós-2026.

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