Calendário 2026: 11 eventos astronômicos para marcar na agenda

O ano de 2026 reserva uma série de fenômenos celestes que poderão ser acompanhados a olho nu ou com equipamentos simples, dependendo do evento e das condições de observação. Entre janeiro e dezembro, estão previstos eclipses, alinhamentos planetários, superluas e auroras que devem atrair atenção de astrônomos profissionais e amadores.

Primeiro semestre: oposição de Júpiter, alinhamento raro e eclipse lunar

10 de janeiro – Júpiter em oposição
Logo no início do ano, Júpiter ficará em oposição ao Sol. Nessa configuração, o planeta recebe iluminação total e permanece visível durante toda a noite, alcançando brilho máximo. A observação é favorecida olhando para o leste, na constelação de Gêmeos. Binóculos ou telescópios podem ampliar detalhes de suas faixas e luas.

Última semana de fevereiro – Alinhamento de seis planetas
Na última semana de fevereiro, Mercúrio, Vênus, Saturno, Netuno, Júpiter e Urano alinham-se após o pôr do sol. Os três primeiros podem ser vistos sem instrumentos a oeste, enquanto Netuno e Urano exigem telescópios. Júpiter aparece mais alto ao sul, próximo à Lua.

3 de março – Eclipse lunar total
Um eclipse total da Lua ocorrerá entre 11h04 e 12h02 (horário de Brasília). Durante a totalidade, o satélite atravessa completamente a sombra da Terra e pode adquirir tonalidade avermelhada, fenômeno popularmente chamado de “Lua de Sangue”. A visibilidade abrange Ásia, Austrália, Pacífico e Américas, inclusive o Brasil, desde que o céu esteja limpo.

20 de março – Auroras intensas
O equinócio de primavera no Hemisfério Norte costuma aumentar a atividade de auroras. Em 2026, a expectativa recai sobre regiões de alta latitude como Alasca, Canadá e países escandinavos. As cortinas luminosas surgem quando partículas solares interagem com gases atmosféricos, criando efeitos visuais coloridos.

Meio do ano: conjunção planetária e ocultação das Plêiades

8 e 9 de junho – Conjunção de Vênus e Júpiter
Vênus e Júpiter aparecerão muito próximos no céu logo após o pôr do sol. Mercúrio também deverá ser identificado nas proximidades por cerca de uma hora. O melhor momento de observação é no horizonte oeste, com binóculos ou pequeno telescópio aumentando o contraste entre os planetas.

7 de agosto – Lua oculta o aglomerado das Plêiades
Durante a madrugada, a Lua passará em frente ao aglomerado estelar das Plêiades, também conhecido como Sete Irmãs. O conjunto de seis a sete estrelas visíveis a olho nu ficará encoberto por alguns instantes. O mesmo processo deverá repetir-se em 27 de outubro, após o pôr do sol.

Segundo semestre: eclipse solar, chuvas de meteoros e superluas

12 de agosto – Eclipse solar total
O principal destaque do calendário de 2026 ocorre em agosto, quando a Lua cobrirá integralmente o Sol por poucos minutos. A faixa de totalidade atravessa o Oceano Ártico, leste da Groenlândia, oeste da Islândia, parte remota de Portugal e norte da Espanha. A duração completa do fenômeno é de cerca de cinco horas, mas a fase de escuridão total dura apenas minutos. Óculos com filtros certificados são indispensáveis para observação segura.

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Imagem: Tecnologia & Inovação

12 e 13 de agosto – Chuva de meteoros Perseidas
Na mesma semana, a Terra atravessa detritos do cometa Swift-Tuttle, provocando a chuva de meteoros Perseidas. A atividade máxima ocorre da meia-noite ao amanhecer e deve apresentar boas condições, pois a Lua terá pouco brilho nesse período. O fenômeno é visível a olho nu em locais com baixa poluição luminosa.

25 de novembro – Superlua do Castor
A segunda superlua do ano acontece em novembro, quando a Lua cheia atinge ponto de perigeu, parecendo maior e mais brilhante. O efeito também influencia as marés, que tendem a ficar ligeiramente mais altas.

23 de dezembro – Superlua Fria
Quase no Natal, ocorrerá a superlua mais próxima de 2026. Júpiter e Marte aparecerão abaixo do disco lunar no horizonte leste antes da meia-noite; Saturno será visível no lado oposto após o pôr do sol, compondo um cenário favorável para fotografias.

25 e 26 de dezembro – Alinhamento planetário noturno
O ano termina com um novo alinhamento planetário, agora durante a noite. Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além da Lua, cruzam a mesma região do céu por volta das 22h (horário local). Alguns planetas exigem telescópio, mas o espetáculo geral pode ser apreciado a olho nu em locais escuros.

Com eventos distribuídos ao longo dos doze meses, 2026 oferece oportunidades variadas para observadores iniciantes e experientes acompanharem fenômenos marcantes no céu noturno.

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