Nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, o céu exibe a Lua totalmente iluminada, marcando a fase cheia do mês. O fenómeno integra o ciclo sinódico, período de aproximadamente 29,5 dias que regula a sucessão de fases do satélite natural da Terra. A seguir, veja o calendário completo de janeiro, os horários previstos para cada mudança e os principais efeitos associados.
Fases da Lua em janeiro de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia lista quatro momentos principais para o mês:
Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02 (horário de Brasília)
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51
Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47
A posição relativa entre Terra, Sol e Lua determina cada fase. Durante a Lua cheia, o lado voltado para o nosso planeta recebe luz direta do Sol; na Lua nova, o satélite fica alinhado entre Terra e Sol e torna-se invisível a olho nu. Entre esses extremos ocorrem os períodos de crescimento e declínio da iluminação visível.
Como o ciclo lunar se desenvolve
O ciclo começa com a Lua nova, quando a face iluminada está oposta ao observador na Terra. Cerca de uma semana depois, surge a Lua crescente, momento em que a área iluminada aumenta gradualmente no céu noturno. A Lua cheia, ponto alto do ciclo, ocorre quando os três corpos se alinham de modo que todo o disco lunar recebe luz solar e reflete-a para a Terra.
Na sequência, a Lua minguante marca o início do declínio da luminosidade aparente, fechando o período de aproximadamente 29,5 dias. O processo repete-se de forma contínua graças à órbita elíptica do satélite.
Imagem: Tecnologia & Inovação
Efeito da Lua cheia nas marés e na natureza
Quando o satélite atinge a fase cheia ou nova, o campo gravitacional combinado de Lua e Sol intensifica as marés, gerando as chamadas marés vivas. Nesses momentos, a diferença entre maré alta e maré baixa torna-se mais acentuada, fenómeno importante para a navegação, a pesca e a dinâmica costeira.
A luminosidade adicional das noites de Lua cheia também provoca alterações em comportamentos de diversas espécies. Pesquisas relatam ajustes nos hábitos de alimentação, reprodução e deslocamento de corais, moluscos, tartarugas marinhas e aves migratórias, entre outros organismos que dependem de sinais luminosos naturais.
Características científicas do satélite
A Lua possui diâmetro correspondente a cerca de um quarto da Terra e distância média de 384.400 km. Devido à órbita elíptica, aproxima-se até 363 mil km no perigeu e afasta-se até 405 mil km no apogeu. O satélite exibe rotação síncrona: leva o mesmo tempo para girar sobre o próprio eixo e para completar uma órbita, razão pela qual a mesma face permanece visível a partir da Terra.
A orientação da iluminação varia conforme o hemisfério. No Hemisfério Sul, a parte iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda; no Hemisfério Norte, para a direita, diferença explicada pelo ângulo de observação.
Apesar de controlar as marés, a gravidade lunar não exerce influência direta comprovada sobre a saúde ou o humor humanos. Estudos científicos não encontraram evidências sólidas que associem as fases do satélite a alterações fisiológicas nas pessoas.
Com o calendário de janeiro de 2026 em mãos, observadores podem programar fotografias, atividades ao ar livre ou simples contemplação do céu noturno. Ficar atento aos horários oficiais ajuda a acompanhar cada fase com maior precisão e a perceber como os movimentos celestes afetam o ambiente terrestre.





