Calendário lunar de janeiro de 2026 indica Lua minguante nesta sexta-feira

O mês de janeiro de 2026 reserva quatro mudanças principais no ciclo lunar, que dura em média 29,5 dias. De acordo com os dados astronómicos disponíveis, a Lua encontra-se em fase minguante nesta sexta-feira, 15 de janeiro, momento em que a área iluminada do satélite visível da Terra diminui dia após dia.

Fases da Lua e datas de janeiro de 2026

O calendário lunar para o primeiro mês do ano está organizado da seguinte forma, sempre no horário de Brasília:

Lua cheia: 3 de janeiro, às 07h02;
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
Lua crescente: 26 de janeiro, às 01h47.

Essas transições marcam os principais marcos do chamado mês sinódico, intervalo entre duas luas novas consecutivas.

Como cada fase se forma

As fases resultam da posição relativa entre Sol, Terra e Lua. À medida que o satélite orbita o planeta, diferentes porções da sua superfície recebem luz solar e tornam-se visíveis:

Lua nova – ocorre quando a Lua está alinhada ente a Terra e o Sol, permanecendo invisível a olho nu.
Lua crescente – sucede à nova; a área iluminada aumenta gradualmente, formando o chamado quarto crescente ao atingir metade do disco.
Lua cheia – o hemisfério voltado para a Terra fica totalmente iluminado, fenómeno facilmente observado em noites de céu limpo.
Lua minguante – fase final do ciclo; a claridade visível diminui até que o satélite volte à posição de Lua nova.

Efeitos da Lua minguante nos oceanos e na fauna

A gravidade lunar segue responsável pelas marés, mas a amplitude observada durante a Lua minguante é menor quando comparada às chamadas marés vivas, típicas das fases cheia e nova. Nesses períodos intermédios, o alinhamento Sol–Terra–Lua reduz-se, resultando em oscilações menos expressivas no nível dos oceanos.

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Imagem: Tecnologia & Inovação 39

Além das marés, estudos de campo indicam que a luminosidade reduzida influencia o comportamento de diversas espécies. Corais, moluscos, tartarugas-marinhas, aves migratórias e animais noturnos ajustam rotinas de alimentação, reprodução e deslocamento a partir da intensidade da luz lunar. Com menos claridade, muitos organismos adotam atividades mais discretas para diminuição de exposição a predadores.

Observação do céu nas próximas semanas

Quem pretende acompanhar as mudanças do satélite pode planejar sessões de observação, sobretudo nas datas próximas à Lua cheia, quando a visibilidade é maior. Durante a fase minguante atual, binóculos ou telescópios modestos permitem visualizar crateras e mares lunares com contraste elevado, graças às sombras projetadas na superfície.

Para registar imagens, o uso de câmaras com tempos de exposição curtos evita a saturação causada pela luz direta. Já nas fases nova e crescente, o céu mais escuro favorece a visualização de objetos de céu profundo, como nebulosas e aglomerados estelares, já que o brilho lunar interfere menos na observação.

Por que acompanhar o calendário lunar

Além do interesse astronómico, a previsão das fases da Lua auxilia atividades como agricultura, pesca, navegação e planeamento de eventos culturais. Marés previsíveis influenciam portos e zonas costeiras, enquanto produtores rurais utilizam o ciclo lunar para definir épocas de plantio ou colheita, baseados em tradições passadas entre gerações.

Para a vida urbana, conhecer o calendário lunar pode ajudar na escolha de datas para fotografia noturna, passeios ao ar livre ou simplesmente para contemplar o principal satélite natural da Terra.

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