A Disney anunciou, durante a Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, que o Disney+ vai incorporar um feed de vídeos verticais até o final deste ano. A novidade foi apresentada na Global Tech & Data Showcase, sessão voltada a anunciantes, e tem como objetivo tornar o serviço de streaming um destino diário para o público.
Funcionalidade segue formato popular em dispositivos móveis
O novo feed adotará orientação vertical, formato amplamente utilizado em plataformas mobile. Segundo a empresa, os conteúdos serão exibidos em vídeos curtos pensados para consumo rápido e contínuo. A proposta abrange diferentes categorias, permitindo a exibição de programação original, cenas extras, trechos inéditos e materiais derivados de filmes e séries já disponíveis no catálogo.
Com essa estrutura, o Disney+ pretende aumentar o tempo de permanência dos assinantes e diversificar a forma como o público interage com o portfólio de títulos. A companhia afirmou que a experiência será integrada ao aplicativo principal, dispensando instalação adicional ou mudança de plano.
Apresentação focou em oportunidades para anunciantes
O anúncio ocorreu em um evento dedicado ao mercado publicitário. Por esse motivo, a nova área deverá acomodar espaços para anúncios, embora o formato comercial ainda não tenha sido detalhado. Ao incluir publicidade, o Disney+ busca ampliar fontes de receita e oferecer aos anunciantes opções de segmentação dentro do ambiente da plataforma.
A empresa declarou que “explorará o uso desse feed de diversas formas”, sem especificar quais gêneros ou franquias receberão prioridade. A abordagem multiformato permitirá testar combinações de trailers curtos, bastidores e clipes promocionais para avaliar a receptividade do público e o desempenho das campanhas.
Lançamento escalonado e sem abrangência global confirmada
O recurso chegará “mais perto do fim do ano”, mas a Disney não informou quantos países participarão da estreia. Há possibilidade de a implementação inicial ocorrer em mercados selecionados, estratégia que a companhia costuma adotar para ajustes de interface e de infraestrutura. Caso a recepção seja positiva, a distribuição internacional deverá avançar em etapas posteriores.
A ausência de um cronograma pormenorizado acompanha a cautela em ambientes de streaming competitivos, onde testes regionais ajudam a medir impacto de novos formatos no consumo de dados, na retenção de usuários e na percepção de valor agregado.
Metas de engajamento e frequência de acesso
De acordo com a apresentação oficial, a Disney planeja transformar o feed em um hábito diário. A inclusão de conteúdos rápidos busca incentivar visitas frequentes, mesmo em dias nos quais o assinante não pretende assistir a episódios completos ou filmes longos. Para isso, os responsáveis pela curadoria poderão atualizar o carrossel vertical com maior regularidade que a grade tradicional de lançamentos.
Imagem: Internet
A companhia argumenta que essa estratégia fortalece a visibilidade de produções já lançadas, prolonga o ciclo de promoção de novos títulos e cria uma vitrine para line-ups sazonais. Além disso, a veiculação de extras em formato curto reduz barreiras de entrada para quem deseja conhecer séries consolidadas, oferecendo trechos que contextualizam enredos sem exigir tempo prolongado de visualização.
Compatibilidade e experiência do usuário
A Disney não mencionou mudanças específicas na interface para televisores, indicando que o foco inicial está em smartphones e tablets, onde a orientação vertical é predominante. A empresa reforçou que todos os recursos serão submetidos a testes de usabilidade, respeitando padrões de acessibilidade já adotados pelo Disney+.
Quanto ao consumo de dados, não foram divulgadas métricas de tamanho médio dos clipes nem opções de qualidade configuráveis. Espera-se que as definições sigam os perfis automáticos do serviço, que ajustam resolução conforme a conexão do usuário.
Próximos passos
Nas próximas semanas, a Disney promete revelar mais detalhes sobre categorias iniciais, periodicidade de atualização do feed e políticas de publicidade. Enquanto isso, equipes de produto continuarão a integrar sistemas de recomendação e métricas de engajamento necessárias para o lançamento.
Se cumprir o cronograma, o Disney+ adicionará a funcionalidade até dezembro, reforçando o esforço da empresa em adaptar-se aos hábitos de consumo mobile e às exigências de anunciantes por formatos mais dinâmicos. Até lá, o streaming seguirá divulgando novos títulos e expansões de catálogo, enquanto prepara os servidores e a infraestrutura necessária para suportar o feed vertical.





