Falha em mangueira obriga Alckmin a esperar novo avião da FAB na Colômbia

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Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, permanece na cidade de Cali, na Colômbia, depois de uma pane registada no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que o transportava de regresso ao Brasil. A delegação, que inclui os ministros Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), fazia escala para reabastecimento quando foi identificado um problema numa mangueira semi-hidráulica da aeronave.

Parada técnica em Cali expõe falha mecânica

Segundo comunicado da Vice-Presidência divulgado na manhã desta sexta-feira, 29 de agosto, o incidente surgiu logo após o pouso programado. Técnicos detectaram falha na mangueira responsável por parte do sistema hidráulico, componente essencial para a operação dos comandos de voo. Embora a avaliação inicial apontasse que o avião tinha condições de seguir viagem, a FAB recomendou a manutenção da delegação em solo colombiano como medida de segurança.

O grupo regressava de missão oficial no México dedicada à abertura de novos mercados para produtos agrícolas nacionais e à assinatura de acordos de cooperação bilateral. A agenda integrou encontros com autoridades mexicanas, empresários e representantes do setor agroindustrial, consolidando entendimentos voltados a ampliar exportações brasileiras.

A Vice-Presidência informou que todos os ocupantes se encontram bem e sem qualquer risco. Equipes da FAB iniciaram inspeções no local para verificar a extensão do problema e decidir o procedimento de reparo ou substituição do componente defeituoso. Não há até o momento previsão de retorno da aeronave avariada ao Brasil.

FAB envia avião de substituição a partir de Brasília

Para garantir a volta das autoridades, um segundo avião de transporte presidencial decolou da Base Aérea de Brasília às 10h (horário de Brasília). O novo voo deverá pousar em Cali ainda nesta sexta-feira, recolher a comitiva e retornar à capital federal com chegada estimada para as 21h.

De acordo com a FAB, a utilização de aeronave reserva segue protocolo padrão em casos de falha mecânica fora do país. O procedimento busca reduzir ao mínimo possíveis atrasos da agenda governamental e assegurar a continuidade do transporte oficial sem comprometer a segurança de passageiros e tripulação.

Enquanto aguarda a chegada do avião de substituição, a delegação mantém-se na área restrita do aeroporto de Cali. A Embaixada do Brasil em Bogotá e o Consulado em Cali prestam apoio logístico e de protocolo. Fontes próximas ao vice-presidente indicam que compromissos previstos para esta sexta-feira em Brasília, incluindo reuniões internas no Palácio do Planalto, deverão ser reagendados.

Incidente recorda pane em voo presidencial de 2024

O episódio desta sexta-feira reacende debate sobre a fiabilidade da frota usada pelas autoridades brasileiras. Em outubro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou situação semelhante quando regressava do México. Na ocasião, o avião presidencial apresentou falha técnica logo após a decolagem da Cidade do México, obrigando o comandante a permanecer cerca de cinco horas em voo circular para despejar combustível antes de regressar ao aeroporto de origem.

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A repetição de problemas em curtos intervalos levou especialistas em aviação a defenderem revisão mais ampla do plano de manutenção dos aviões da FAB utilizados por Presidência e Vice-Presidência. Contudo, a Aeronáutica sustenta que todas as inspeções seguem recomendações dos fabricantes e normas internacionais, acrescentando que falhas pontuais são tratadas com a substituição imediata de peças e testes adicionais de segurança.

No caso atual, a FAB não divulgou o número do modelo da aeronave parada em Cali nem detalhou o tempo previsto para o conserto. Fontes militares afirmam, porém, que mangueiras semi-hidráulicas são componentes sujeitos a desgaste natural e, por isso, passam por vistorias periódicas. O diagnóstico preliminar aponta ruptura parcial, sem derramamento significativo de fluido, o que explica a autorização inicial para prosseguir voo, posteriormente revista por cautela.

Apesar do atraso, o Ministério da Defesa ressalta que não houve feridos, danos a carga sensível nem risco direto aos sistemas de controle do aeroporto. A Autoridade de Aviação Civil da Colômbia foi informada sobre o episódio, mas não houve impacto na operação de outras aeronaves no terminal.

Quando chegar a Brasília, Alckmin deverá participar de reuniões relacionadas ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e à regulamentação de incentivos fiscais para a indústria. Já Simone Tebet e Carlos Fávaro têm agendas no Ministério do Planejamento e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), respetivamente. Por enquanto, assessorias dos ministérios não antecipam novos horários, aguardando a confirmação do pouso.

O Governo Federal segue acompanhando a situação em coordenação com a FAB. Até a conclusão do transporte de retorno, eventuais atualizações serão divulgadas em notas oficiais.

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