Fundador da Gol morre aos 57 anos e deixa legado na aviação brasileira

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O empresário Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, morreu na manhã deste sábado (24) em São Paulo. Ele tinha 57 anos e estava internado num hospital da capital paulista, onde tratava um câncer diagnosticado há alguns anos.

Trajetória na Gol e no setor aéreo

Constantino Júnior participou da criação da transportadora de baixo custo em 2001, assumindo o cargo de diretor-presidente desde o lançamento da companhia até 2012. A partir daquele ano, dedicou-se exclusivamente ao conselho de administração, posição que ocupava até o falecimento.

Durante a sua gestão executiva, a Gol introduziu no país o modelo de tarifas mais acessíveis e ampliou rotas nacionais e internacionais. Em 2007, liderou a aquisição da Varig, operação que reforçou a presença da empresa na aviação comercial brasileira. O executivo também foi um dos fundadores do Grupo Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, da Colômbia, e integrava o conselho de administração da nova estrutura.

Experiência anterior e laços familiares

Antes de entrar no setor aéreo, o empresário atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo de transporte terrestre de passageiros fundado pelo pai, Nenê Constantino. A família mantém tradição no segmento de mobilidade, e o irmão, Henrique Constantino, também desenvolveu carreira empresarial. A transferência de conhecimento do transporte rodoviário para a aviação contribuiu para o posicionamento inicial da Gol, focado em baixo custo e alta eficiência operacional.

Paixão pelo automobilismo

Além da atuação corporativa, Constantino cultivava interesse por automobilismo e competiu na Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Foi vice-campeão em 2008 e conquistou o título em 2011, resultados que reforçaram sua presença em eventos esportivos e aproximaram-no de patrocínios relacionados à aviação e ao desporto a motor.

Repercussão e mensagens de condolências

Em nota oficial, a Gol manifestou pesar pela morte do fundador e destacou sua “liderança, visão estratégica e jeito humano”, características consideradas essenciais para a cultura corporativa implementada desde 2001. A companhia afirmou que esses princípios “seguem transformando a aviação no Brasil” e expressou solidariedade aos familiares e amigos.

O comunicado também sublinhou que, sob a condução de Constantino Júnior, a transportadora consolidou-se como referência em viagens de baixo custo, ampliando o acesso da população a voos domésticos e fortalecendo a concorrência no mercado nacional.

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Impacto do legado empresarial

A trajetória de duas décadas no comando executivo e no conselho de administração gerou mudanças estruturais na aviação brasileira. O modelo de negócios adotado pela Gol inspirou ajustes tarifários em concorrentes e promoveu a entrada de novos passageiros. A compra da Varig, em 2007, é apontada por analistas como um marco na consolidação do setor, ao integrar rotas, frota e equipes num momento de reestruturação de empresas tradicionais.

Na esfera internacional, a participação na criação do Grupo Abra indica a busca por sinergias regionais, alinhadas ao crescimento do mercado latino-americano de transporte aéreo. Embora a estrutura societária seja recente, a combinação de Gol e Avianca já sinaliza interesses em operações conjuntas de frota, manutenção e programas de fidelidade.

Detalhes sobre o velório e sepultamento

Até a publicação deste texto, não haviam sido divulgadas informações sobre cerimônias de despedida ou local de sepultamento. Familiares e representantes da companhia indicaram que os detalhes seriam informados posteriormente, respeitando a privacidade da família.

Constantino de Oliveira Júnior deixa mulher, filhos e familiares envolvidos em diferentes frentes do grupo empresarial fundado pelo pai. A sucessão no conselho de administração deve ser conduzida nos próximos dias, seguindo o estatuto social da empresa.

Com presença consolidada em rotas nacionais e internacionais, a Gol segue listada na B3 e na Bolsa de Nova Iorque. Nos relatórios anuais, a companhia atribui o modelo de baixo custo à estratégia delineada pelo fundador, que buscou adaptar experiências de empresas estrangeiras à realidade brasileira. O falecimento encerra um ciclo iniciando em 2001, mas a estrutura criada pelo executivo deve permanecer como referência para a aviação comercial no país.

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