Gás de cozinha gratuito alcançará 17 milhões de famílias, anuncia governo

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O governo federal prepara o lançamento do programa “Gás do Povo”, iniciativa que garantirá botijão de gás sem custo para cerca de 17 milhões de famílias de baixa renda a partir da próxima semana.

A confirmação partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao “Balanço Geral”, exibido pela TV Record Minas. O anúncio oficial ocorrerá em Belo Horizonte, no Aglomerado da Serra, em data ainda não divulgada, mas prevista para os próximos dias. O novo benefício substitui o “Gás para Todos” e amplia a cobertura de subsídios ao gás de cozinha.

Nova política de subsídio ao gás

De acordo com Lula, o “Gás do Povo” foi desenhado para eliminar o custo do botijão de 13 quilos para famílias enquadradas nos critérios de baixa renda. A medida integra o conjunto de ações sociais do governo e tem como foco reduzir a pressão do preço do gás sobre o orçamento doméstico.

Embora detalhes operacionais não tenham sido divulgados, a expectativa é de que a iniciativa utilize mecanismos já existentes nos programas de transferência de renda para identificar os beneficiários. Estimativas iniciais apontam atendimento a cerca de 17 milhões de lares, número superior ao alcance do programa anterior.

O presidente ressaltou que a gratuidade do insumo pretende garantir dignidade às famílias que dependem do gás para cozinhar. Ele destacou ainda que a execução da política exigirá coordenação entre União, estados, distribuidoras e revendedoras, de forma a assegurar entregas regulares em todo o território nacional.

Investimentos em mobilidade urbana para Minas Gerais

Além do “Gás do Povo”, Lula antecipou anúncios ligados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções, que envolve 31 propostas orçadas em R$ 9,6 bilhões e 70 projetos de renovação de frota em todo o país. No caso de Minas Gerais, os recursos priorizam obras de transporte público na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Um dos destaques é a expansão do metrô da capital mineira até o município de Contagem, investimento estimado em R$ 1 bilhão. Segundo o presidente, a obra atende a uma demanda histórica da população local e deve melhorar a mobilidade entre os dois centros urbanos.

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Imagem: Últimas Notícias

Também está prevista a assinatura de dois contratos com a prefeitura de Belo Horizonte. O primeiro, no valor de R$ 456 milhões, financiará a implantação de 64,3 quilómetros de faixas exclusivas para ônibus, medida destinada a reduzir o tempo de viagem e aumentar a eficiência do transporte coletivo. O segundo acordo viabilizará a aquisição de 100 ônibus elétricos, tecnologia que contribui para a redução de emissões e custos operacionais no sistema.

Durante agenda em Contagem, o chefe do Executivo deve visitar as obras da Avenida Maracanã e entregar o primeiro trecho da via, considerada estratégica para o escoamento do tráfego na cidade. O conjunto de intervenções faz parte do esforço do governo federal para acelerar projetos estruturantes nos grandes centros urbanos.

Próximos passos e cronograma

A equipe do Palácio do Planalto trabalha na formatação final do decreto e nos critérios de elegibilidade do “Gás do Povo”. A expectativa é de que o texto detalhe periodicidade da distribuição, valor de referência do subsídio e responsabilidades de cada ente federativo. Especialistas avaliam que a integração com o Cadastro Único e o Bolsa Família deve simplificar o processo de identificação dos beneficiários.

No caso dos investimentos em mobilidade, os editais de licitação e os cronogramas de obras serão encaminhados após a assinatura dos contratos, prevista para esta sexta-feira (28). O Ministério das Cidades acompanhará a execução dos projetos, enquanto o BNDES e a Caixa Econômica Federal ficarão responsáveis pela liberação de recursos segundo o andamento físico das intervenções.

Com a agenda concentrada em Minas Gerais, o governo busca reforçar sua estratégia de desenvolvimento regional e ampliar a rede de proteção social. As medidas anunciadas, somadas aos investimentos do PAC, pretendem estimular a economia local, gerar empregos e reduzir desigualdades, especialmente entre a população de menor renda que depende diretamente do botijão de gás para preparar alimentos.

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