Roberta Rocha, 27 anos, transformou o percurso até ao Hospital do Câncer de Muriaé, em Minas Gerais, parte integrante do seu tratamento contra o câncer de mama. Todas as semanas, a criadora de conteúdo digital percorre cinco quilômetros a correr até à unidade de saúde onde recebe quimioterapia, mantendo um hábito de atividade física que começou anos antes do diagnóstico.
Autodescoberta levou ao diagnóstico precoce
A identificação do tumor ocorreu quando Roberta realizou um autoexame de rotina e sentiu um nódulo no seio. A suspeita imediata levou-a a procurar orientação médica, resultando na confirmação do câncer. Desde então, ela utiliza as redes sociais para incentivar outras mulheres a realizarem exames regulares, lembrando que “o diagnóstico precoce salva vidas” e reforçando a importância da mamografia e do ultrassom para detecção de alterações que nem sempre são palpáveis.
No TikTok, a influenciadora partilha vídeos sobre a jornada de tratamento, respondendo dúvidas frequentes de seguidores e alertando para sinais como retração da pele, secreção ou vermelhidão na mama que exigem avaliação profissional. A exposição pública do processo tem como objetivo disseminar informação básica de saúde e encorajar a busca por ajuda médica aos primeiros indícios de anomalia.
Histórico de perda de peso inspirou rotina de corrida
A prática da corrida não é novidade na vida de Roberta. Antes de enfrentar a doença, ela passou por um processo de emagrecimento no qual eliminou mais de 40 quilos, adotando a corrida de rua como principal atividade física. Esse histórico atlético contribuiu para que o hábito fosse mantido mesmo após o início do tratamento oncológico.
Em depoimento ao portal g1, Roberta recordou que o diagnóstico foi um “baque”, mas decidiu encarar cada etapa “da melhor forma possível”. A atleta destaca que, para ela, o exercício reduz fadiga, melhora a qualidade de vida e ajuda a controlar efeitos colaterais comuns da quimioterapia. Apesar de considerar a rotina segura para o próprio corpo, ela orienta que qualquer paciente oncológico consulte a equipa médica antes de adotar práticas semelhantes.
Logística do tratamento inclui apoio familiar
Enquanto Roberta percorre os cinco quilômetros até ao hospital, o marido dirige até à unidade para adiantar a retirada da senha e organizar a documentação necessária. A estratégia sincroniza exercício físico e logística hospitalar, otimizando tempo e garantindo que a atleta chegue às sessões dentro do horário agendado.
Na chegada, a influenciadora passa pelo protocolo de quimioterapia semanal. A cada duas semanas realiza exames de sangue para avaliar resposta ao tratamento e monitorizar parâmetros clínicos. Atualmente, Roberta cumpre a décima de 16 sessões previstas. Após a 12.ª aplicação, o ciclo passará a ser quinzenal, mas a corredora pretende manter a atividade física regular enquanto houver autorização dos médicos.
Imagem: Internet
Exercício físico e oncologia: benefícios comprovados
Embora não substitua terapia médica, a atividade física moderada é reconhecida por especialistas como aliada no manejo de efeitos adversos de tratamentos oncológicos, contribuindo para redução de fadiga, controlo de peso corporal, manutenção de capacidade funcional e apoio à saúde mental. Porém, intensidade e tipo de exercício devem ser adequados às condições individuais de cada paciente.
Roberta reforça esse ponto em publicações que atingem milhares de visualizações: “Antes que pense que sou uma doida, saiba que exercício é extremamente importante para pacientes oncológicos”. A criadora de conteúdo repete que conta com acompanhamento profissional e experiência prévia em provas de corrida, fatores que lhe permitem completar os cinco quilômetros sem risco adicional.
Mensagem de prevenção e cuidado contínuo
Com seis sessões de quimioterapia ainda pela frente, Roberta mantém o compromisso de combinar tratamento clínico e prática desportiva. Nas redes, seus relatos concentram-se em incentivo à prevenção, descrição honesta de efeitos colaterais e demonstração de que a rotina ativa pode coexistir com intervenção médica intensa.
Segundo a influenciadora, a repercussão do caso confirma o interesse do público por informações de saúde acessíveis e baseadas em experiência real. Ao divulgar a própria história, ela espera contribuir para que mais mulheres conheçam a importância do autoexame, da consulta médica precoce e da adoção de hábitos saudáveis, independentemente da fase da vida.





