Um acidente de parapente causou a morte do instrutor Thiago Ohlson na tarde de sábado, 17 de fevereiro, em Penha, município do litoral norte de Santa Catarina. O piloto, de longa experiência na modalidade, colidiu contra uma árvore durante o voo e sofreu múltiplas fraturas, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
Resgate não conseguiu reverter quadro
Equipes de resgate foram acionadas logo após a colisão e chegaram ao local com rapidez, mas encontraram Ohlson já sem vida. De acordo com os bombeiros, o instrutor ainda estava preso ao equipamento de voo no momento da chegada dos socorristas. A corporação confirmou que as lesões provocadas pelo impacto inviabilizaram qualquer tentativa de reanimação.
O voo ocorria em uma área popular entre praticantes de esportes aéreos na região de Penha. As condições climáticas no horário do acidente não foram detalhadas pelos bombeiros. A Polícia Científica catarinense recolheu o corpo para necropsia, procedimento padrão em ocorrências desse tipo.
Trajetória inclui experiência no conflito ucraniano
Thiago Ohlson era reconhecido na cena de esportes de aventura pelo trabalho como instrutor de parapente e paraglider. Em redes sociais, ele se apresentava como “aventureiro” e compartilhava imagens frequentes de decolagens na Praia Vermelha, comunidade onde morava e trabalhava.
Fora do âmbito esportivo, o instrutor passou um período na Ucrânia como voluntário durante a guerra. Publicações de novembro do ano passado indicam que ele retornou ao Brasil após atuar em área de conflito. Na época, registrou no Instagram a sensação de alívio pelo regresso, mas também mencionou “dias de adrenalina pura, vigilância constante e cansaço profundo”.
Últimas postagens e repercussão nas redes
Horas antes do acidente, Ohlson publicou uma mensagem em que destacava a escolha de viver “sem pedir permissão” e priorizar a própria paz. A morte gerou dezenas de homenagens virtuais. Amigos e familiares lembraram a paixão do instrutor por voar e a disposição para ajudar em causas que considerava relevantes.
Nos comentários, alunos relataram experiências de voo sob orientação do piloto e ressaltaram a ênfase dele na segurança durante as aulas. As manifestações também mencionaram o envolvimento dele no conflito do Leste Europeu, classificando a passagem pela guerra como reflexo de um perfil “destemido”.
Imagem: Internet
Experiência não impediu fatalidade
Apesar do histórico extenso de voos, Ohlson não resistiu às consequências da colisão. Informações preliminares indicam que a aeronave leve se chocou com a copa de uma árvore, circunstância suficiente para causar queda brusca e grave. A investigação sobre as causas exatas caberá às autoridades locais, que devem apurar fatores como trajetória, manobras executadas e condições do vento.
Especialistas em parapente observam que a proximidade com obstáculos naturais aumenta o risco de acidentes letais, mesmo para pilotos experientes. O esporte exige avaliação constante de variáveis meteorológicas e do relevo para reduzir incidentes.
Procedimentos após o acidente
Além do trabalho do Corpo de Bombeiros, o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina foi acionado para a perícia técnica no equipamento e no local da queda. Esses dados serão anexados ao inquérito policial que apura a morte.
Não há, até o momento, previsão de divulgação de laudo definitivo. O velório deve ocorrer na própria comunidade de Praia Vermelha, conforme desejo dos familiares, que ainda organizam os detalhes da cerimónia.
A tragédia encerra a trajetória de um profissional conhecido pela dedicação ao voo livre e pela passagem recente por um dos conflitos mais noticiados do mundo. A comunidade de esportes aéreos em Santa Catarina acompanha as investigações à espera de esclarecimentos sobre o que levou à perda de controle que resultou na colisão fatal.





