A Apple anunciou uma nova geração do iPad Air equipada com o processador M4. Segundo a empresa, o tablet passa a oferecer um desempenho até 30% superior ao da versão com chip M3 e mais que dobra a velocidade em relação ao modelo baseado no M1, mantendo o preço inicial de US$ 599 para o tamanho de 11 polegadas e US$ 799 para a opção de 13 polegadas.
Desempenho e especificações internas
O novo iPad Air adota uma CPU de 8 núcleos combinada a uma GPU de 9 núcleos. De acordo com os dados divulgados, o salto de performance é atribuído não apenas à arquitetura do M4, mas também ao aumento da memória unificada, que subiu em 50 % e chega agora a 12 GB. A largura de banda da memória atinge até 120 GB/s, característica que, na avaliação da Apple, favorece a execução local de modelos de inteligência artificial e tarefas de edição de imagem ou vídeo.
Outro ponto destacado é o Neural Engine de 16 núcleos, projetado para acelerar cargas de trabalho de IA. A fabricante afirma que esse componente é três vezes mais rápido do que o presente na geração M1, o que deve reduzir o tempo de processamento em funções como reconhecimento de padrões, tradução em tempo real e recursos de fotografia computacional.
Conectividade atualizada
Para acompanhar o novo processador, a linha Air incorpora suporte aos padrões Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. A conectividade sem fio conta ainda com os chips proprietários N1 (Wi-Fi) e C1X (celular), desenvolvidos para otimizar consumo energético e estabilidade de sinal. Apesar das melhorias internas, as dimensões externas permanecem inalteradas: 9,74 × 7,02 polegadas no modelo de 11 polegadas e 11,04 × 8,46 polegadas no de 13 polegadas.
Câmeras e acessórios
Na parte frontal, o tablet traz uma câmera de 12 MP com enquadramento automático Center Stage, recurso que ajusta o campo de visão durante videochamadas para manter o utilizador no centro da imagem. A câmera traseira também é de 12 MP, com lente grande-angular destinada a fotos e gravações em alta resolução.
O dispositivo continua compatível com o Magic Keyboard, com a segunda geração do Apple Pencil e com o novo Apple Pencil Pro. Esses acessórios podem ser adquiridos separadamente e permitem transformar o iPad Air numa estação de trabalho portátil ou numa superfície de desenho digital.
Capacidades de armazenamento
A Apple disponibiliza quatro configurações de armazenamento interno: 128 GB, 256 GB, 512 GB e 1 TB. A variedade atende desde utilizadores que precisam de espaço básico para navegação e aplicações até profissionais que lidam com bibliotecas de fotos, vídeos ou projetos de design volumosos.
Preços e condições especiais
Nos Estados Unidos, os valores permanecem iguais aos da geração anterior. O modelo de 11 polegadas parte de US$ 599, enquanto a versão de 13 polegadas custa US$ 799. Para o segmento educacional, há um desconto que reduz os preços para US$ 549 e US$ 749, respetivamente.
Disponibilidade global
As pré-encomendas começam na próxima quarta-feira, 4 de março, pelo site da Apple e no aplicativo Apple Store em 35 países e regiões, incluindo os Estados Unidos. A empresa oferece quatro opções de acabamento: azul, roxo, estelar e cinza-espacial. Os envios estão programados para ocorrer nas semanas seguintes, porém a Apple não especificou datas exatas de chegada a cada mercado.
Contexto do lançamento
O anúncio do novo iPad Air faz parte de uma série de produtos apresentados pela empresa ao longo da semana, que inclui também um iPhone 17e e atualizações na família MacBook. As novidades coincidem com o Mobile World Congress (MWC), realizado em Barcelona. Embora a Apple não participe oficialmente da feira, a empresa costuma organizar eventos paralelos em diferentes cidades para demonstrar os seus lançamentos, aproveitando a atenção global do setor de tecnologia durante o MWC.
Imagem: ilustrativa
Fabricantes como Samsung, Xiaomi e Honor aproveitaram a conferência para exibir smartphones dobráveis, soluções de rede 5G e conceitos de inteligência artificial generativa. A estratégia da Apple, porém, foca em comunicações próprias, reforçando o controlo de narrativa sobre especificações, datas de disponibilidade e demonstrações práticas dos seus dispositivos.
Por que o M4 chega primeiro ao iPad Air
A chegada do M4 à linha Air sinaliza a intenção da empresa de acelerar a transição de toda a sua gama de produtos para processadores sob medida. Lançar o novo chip num tablet de gama média permite à Apple testar a receção do mercado, avaliar ganhos de desempenho em cenários reais e preparar o terreno para uma futura adoção do M4 em portáteis e desktops.
Para o utilizador final, a principal diferença tangível deve surgir em atividades que dependem de recursos de IA, como edição de imagem com seleção automática de objeto, transcrição de áudio e tradução instantânea. Desenvolvedores terão acesso a mais memória e maior largura de banda para compilar projetos complexos ou treinar modelos de machine learning de menor escala diretamente no dispositivo.
Perspetivas e próximos passos
Com especificações mais robustas e foco em IA local, o iPad Air alimenta a competição no segmento de tablets avançados, tradicionalmente dominado pela própria Apple. A manutenção do preço pode ajudar a atrair utilizadores que ainda utilizam modelos baseados no M1, oferecendo-lhes ganhos tangíveis de velocidade sem aumento de custo.
Nos próximos meses, espera-se que a empresa detalhe novos recursos de software capazes de explorar o potencial do M4, possivelmente na conferência anual de programadores. Entre as hipóteses estão melhorias em multitarefas, suporte a fluxos de trabalho de criação mais exigentes e integrações mais profundas com serviços de armazenamento na nuvem.
Enquanto isso, fabricantes concorrentes devem intensificar anúncios de tablets Android com processadores de última geração e funcionalidades de IA semelhantes, pressionando o mercado a adotar rapidamente novos padrões de desempenho e conectividade.
O novo iPad Air, portanto, posiciona-se como uma atualização significativa para quem busca equilíbrio entre portabilidade, velocidade e preço, ao mesmo tempo em que estabelece a base para a próxima fase da estratégia de chips personalizados da Apple.






