Dores lombares afastam João Fonseca do ATP de Adelaide e ameaçam preparação para o Australian Open

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João Fonseca, 19 anos, retirou-se do ATP 250 de Adelaide devido a dores lombares persistentes. O comunicado foi feito neste sábado (10) por meio de um vídeo publicado no Instagram do atleta, confirmando a terceira desistência consecutiva em solo australiano.

Sequência de desistências preocupa equipa técnica

A lesão lombar já havia provocado a ausência do carioca no ATP 250 de Brisbane e no confronto do Brasil contra o Canadá pela Copa Davis. Em Adelaide, depois do anúncio nas redes sociais, Fonseca concedeu coletiva de imprensa para detalhar o problema. Segundo o número 29 do ranking mundial, a dor tem origem crónica.

“Nasci com uma condição nas costas e, por vezes, a região torna-se mais sensível. Tive uma fratura por estresse há cinco anos. Fizemos ressonância magnética e não há dano grave no momento, mas pode piorar se eu não me cuidar”, explicou o tenista.

A equipa médica recomendou descanso imediato para evitar agravamento. O staff avalia sessões diárias de fisioterapia e fortalecimento antes da próxima competição. O objetivo declarado é garantir que o atleta volte a treinar em intensidade total sem risco adicional.

Impacto no ranking e na campanha de 2026

Fonseca iniciou a temporada como 24.º colocado da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). A desistência em Brisbane já lhe custou cinco lugares, empurrando-o para a 29.ª posição. A nova baixa em Adelaide deverá provocar outra queda quando a lista for atualizada.

Ainda assim, o brasileiro continua entre os 32 principais cabeças de chave do Australian Open, primeira prova de Grand Slam do calendário. Nesta condição, ele evita enfrentar um adversário do top 30 nas duas primeiras rondas, fator que pode facilitar o avanço inicial caso recupere a forma física.

O cronograma da equipa técnica previa chegada a Melbourne na próxima semana, seguida de treinos em quadra dura ao ar livre. O plano agora depende da evolução clínica. “Estamos a trabalhar para estar 100% prontos. Se sentir qualquer limitação, vou priorizar minha saúde”, declarou Fonseca.

Próximos passos até Melbourne

O Australian Open tem início marcado para 19 de janeiro. Dessa forma, o tenista dispõe de pouco mais de uma semana para retomar os treinos com bola, realizar ajustes táticos e testar a intensidade do serviço, movimento que exige maior extensão lombar.

A federação brasileira acompanha o caso. Em nota, dirigentes manifestaram apoio e destacaram a importância de preservar a carreira do atleta em longo prazo. Médicos da entidade já trocaram informações com a equipa que acompanha o jogador desde as categorias de base.

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No curto prazo, Fonseca deverá permanecer em Adelaide realizando tratamento fisioterapêutico antes de viajar para Melbourne. O percurso de pouco mais de 700 quilómetros pode ser feito de avião em pouco mais de uma hora, mas só ocorrerá após liberação médica.

Repercussão no circuito

Adversários e ex-jogadores enviaram mensagens de apoio nas redes sociais. Colegas ressaltaram a importância de gerir lesões na fase inicial da carreira, lembrando que a temporada inclui mais de 40 semanas de competições. Para muitos profissionais, a prevenção tornou-se tão estratégica quanto o treino técnico.

Técnicos que acompanham o circuito apontam que dores lombares são comuns em atletas de alta performance, sobretudo no tênis, modalidade que exige rotações constantes e aceleração de tronco. Programas específicos de fortalecimento do core costumam reduzir a incidência, mas cada caso tem particularidades.

Perspetiva para o restante da temporada

Se conseguir recuperar-se a tempo de disputar o Grand Slam australiano, Fonseca pretende seguir para o ATP 500 de Roterdã, em fevereiro, e para a gira sul-americana de saibro, que inclui torneios no Rio de Janeiro e em Santiago. O calendário poderá ser revisto caso a lombar volte a incomodar.

Com 19 anos e cotado como uma das revelações do circuito, o carioca soma até agora um título de ATP 250 e presença nas quartas de final de um Masters 1000 em 2025. O desempenho elevou as expectativas para 2026, mas a atual sequência de lesões constitui o primeiro grande desafio da carreira profissional.

Enquanto isso, o quadro clínico será reavaliado diariamente. A participação em Melbourne permanece em aberto e dependerá da resposta do corpo ao tratamento intensivo iniciado esta semana.

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