O último levantamento da revista Forbes identificou 27 brasileiros com menos de 30 anos que já possuem patrimónios bilionários. Juntos, eles representam uma parcela pequena, porém expressiva, do grupo de 300 bilionários do país. A maioria herdou participações em companhias tradicionais, enquanto apenas um nome, Pedro Franceschi, construiu a própria fortuna a partir da fintech Brex, no Vale do Silício.
Fortunas que ultrapassam a calculadora
O destaque entre os jovens mais ricos é Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, de 29 anos, dono de um património estimado em R$ 29,3 bilhões. Na outra ponta da lista aparece Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, que ostenta R$ 3,4 bilhões herdados da mãe. Entre esses extremos, surgem outros integrantes da mesma família: Dora Voigt de Assis, 27 anos, com R$ 6,6 bilhões, bem como os irmãos Felipe e Pedro Voigt Trejes, ambos de 23 anos, cada um com R$ 3,6 bilhões.
Os montantes chamam atenção pelo volume de zeros. Apenas a fortuna de Telles, por exemplo, pode ser escrita em notação científica como 2,93 × 10¹⁰ reais. Já a soma dos patrimónios dos três irmãos Voigt Trejes totaliza R$ 10,6 bilhões, o que representa uma média aproximada de R$ 3,53 bilhões para cada um.
Representatividade entre os super-ricos
Considerando o universo de 300 bilionários brasileiros, os 27 jovens correspondem a cerca de 9 % do total. Apesar da baixa presença numérica, o grupo concentra fortunas consideráveis. O peso desses nomes explica-se, em grande parte, pela participação em empresas consolidadas. Entre os ramos mais frequentes estão indústria, papel e celulose, bebidas e eletrificação, com exemplos como WEG, Suzano e AB InBev.
O único caso fora do perfil hereditário é o de Pedro Franceschi, cofundador da Brex. A startup recebeu investimento inicial de US$ 300 milhões em 2022 e alcançou avaliação atual de US$ 3,4 bilhões. O crescimento equivale a 11,3 vezes em três anos, o que corresponde a um fator anual próximo de 2,2 quando distribuído de forma uniforme.
Diferenças percentuais e curiosidades matemáticas
As comparações internas também geram exercícios numéricos. Entre as primas Dora Voigt de Assis e Amelie Voigt Trejes, a diferença de património é de cerca de R$ 3,2 bilhões, ou aproximadamente 48 %. Valores desse porte ajudam a ilustrar temas como percentagem, progressões e estatística, assuntos frequentes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Imagem: Internet
A relação entre educação financeira e desafios matemáticos motivou a criação de questões no estilo Enem baseadas nesses dados. As atividades exploram tópicos como notação científica, cálculo de médias e fatores de crescimento, comprovando que a análise de grandes fortunas pode servir de contexto prático para o estudo de matemática.
Cronograma do Enem 2025
O Inep já divulgou as datas da edição 2025 do exame. O primeiro dia de provas ocorrerá em 9 de novembro, com 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e a redação. O segundo dia será em 16 de novembro, quando os candidatos resolverão 45 questões de matemática e 45 de ciências da natureza.
Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, sempre no horário de Brasília. As provas começarão às 13h30. O encerramento está previsto para as 19h no primeiro domingo e para as 18h30 no segundo. A divulgação prévia permite que os estudantes planejem o calendário de estudos, enquanto declarações recentes de especialistas reforçam a importância de praticar resolução de problemas envolvendo números grandes — como os que envolvem as fortunas dos jovens bilionários.
Diante dos patrimónios que chegam a dezenas de milhares de milhões de reais, a lista da Forbes sublinha a concentração de riqueza no país e oferece um conjunto de dados concretos que podem ser utilizados como ferramenta didática. Seja para entender percentuais ou progressões geométricas, a realidade financeira desse seleto grupo torna-se ponto de partida para exercícios que testam habilidades essenciais no Enem.